Sílvio Gumiero: Ponte Preta, empolgação para poucos, tristeza para muitos
Houve erros graves de planejamento da diretoria, mas o amor da torcida vai sempre continuar vivo
u escrevo muito pouco sobre a Ponte Preta. Procuro emitir a minha opinião, somente quando penso que o assunto é relevante, e que a sua leitura possa, talvez, alertar o torcedor no que aconteceu, está acontecendo ou poderá acontecer.
Eu escrevo muito pouco sobre a Ponte Preta. Procuro emitir a minha opinião, somente quando penso que o assunto é relevante, e que a sua leitura possa, talvez, alertar o torcedor no que aconteceu, está acontecendo ou poderá acontecer.
Assim, escrevi na demissão do treinador Guto Ferreira, alertando sobre as sequelas que poderiam acontecer. Mais recentemente, antes do segundo jogo contra o Deportivo Pasto pela Sul-Americana, comentei que a diretoria devia planejar 2014, com o Paulistão e a Segunda Divisão do Brasileiro. Até sugeri a contratação do Osvaldo “Vadão” Alvarez, não como treinador, mas como maneger.

Ele conhece muito bem o Paulistão e a Segunda Divisão. Escrevi que a Ponte iria cair. Eu procuro dar a minha opinião antes dos fatos acontecerem. Não fico em cima do muro.Erro, como todo ser humano e às vezes acerto. Aquela vez, acertei. Paulo César Carpegiani e Jorginho não ajudaram a Ponte. Jorginho é iniciante na carreira de treinador e atualmente incapaz de tirar um time da zona de rebaixamento.
Foi feliz na Sul-Americana, levando o time até a final do torneio mas afundando-o cada vez mais no Brasileirão.Houve um espaço de tempo que Adrianinho foi o protagonista do time. Eu o conheço desde as categorias de base. Depois de passar pelo Corinthians, Flamengo e Brasiliense, voltou para a Ponte em uma situação estranha. Não jogou com o Guto e tampouco com o Carpegiani. Com Jorginho, até que foi bem em alguns jogos, mas com um campeonatp difícil como é o Brasielirão, ter como protgonista o Adrianinho, não dá.

Não só Carpegiani e Jorginho foram culpados pelo rebaixamento. A diretoria foi mal quando abandonou a Copa do Brasil e Jorginho escalou um time reserva nos dois jogos contra o Nacional de Manaus. A opçao foi disputar a Sul-Americana. Agora, aquela empolgação de 15 mil torcedores no Majestoso e em Mogi Mirim ou os 24 mil do Pacaembu acabou.
A torcida pontepretana é bem maior que aquela que foi aos jogos da Sul-Americana. A Revista Placar, nos anos 80, a elegeu como a maior do interior de São Paulo. Creio que ainda existe esse trofeu na sua galeria. Hoje, a tristeza pelo rebaixamento e a perda da Sul-Americana é de muitos. A cota de televisão no Brasileirão foi por volta de 30 milhões de reais, enquanto que a da Segunda Divisão deverá ser entre 3 e 4 milhões. Isso quer dizer que a qualidade dos jogadores será pior. Se em 2013 não foi boa, imagine em 2014. Mas para os torcedores Rodolfo da Páprika Filmes, Frata, Poli e Pimenta, a forte paixão pela Ponte Preta deverá continuar.





































































































































