Silvio Gumiero: Padrão Felipão vai virar bordão

Depois de 11 anos de ostracismo, Felipão voltou a brilhar na Seleção

Luis Felipe Scolari, o Felipão, voltou a brilhar. Depois de 11 anos no ostracismo, quando em 2002 ganhou o pentacampeonato, trilhou por caminhos que não o levaram ao pódio. Agora sim, com a conquista da Copa das Confederações, de forma invicta.

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Luis Felipe Scolari, o Felipão, voltou a brilhar. Depois de 11 anos no ostracismo, quando em 2002 ganhou o pentacampeonato, trilhou por caminhos que não o levaram ao pódio. Agora sim, com a conquista da Copa das Confederações, de forma invicta com 5 vitórias, ele voltou a ser o Felipão.

Com a ajuda e a supervisão do também campeão mundial Carlos Alberto Parreira, conquistou o tetra em 1994, Felipão está atualizado. Nessa Copa usou até softwares, para ver e mostrar à equipe, como atuam os jogadores adversários.

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Desde a sua chegada ao comando da Seleção pela segunda vez, substituindo Mano Menezes, eu fiz as minhas considerações que sempre foram contrárias ao seu comando.

Felipão teve uma base deixada pelo Mano, mas recuperou o goleiro Júlio César, hoje sem dúvida o melhor goleiro do Brasil, achou o Luis Gustavo quer estava na reserva do Bayern, fez do Fred um centro avante moderno, que volta para marcar e utilizou o Hulk de uma maneira que ele não costuma jogar, auxiliando o meio de campo e a defesa.

Também deu a camisa 10 ao Neymar, dando total liberdade a ele, estilo que o levou a ser o melhor jogador do torneio. Felipão contou em vários momentos com a sorte, mas ela é fruto do trabalho. Na final, contra a Espanha, fez o time atuar como verdadeiro campeão e usou na sua palestra final e motivacional, que o futebol tem hierarquia e o Brasil é o primeiro nela.

Depois que a presidente Dilma Rousseff, um dia após a conquista, usou o bordão Padrão Felipão para o seu governo, ele será colocado em várias ocasiões e os nossos ouvidos se acostumarão com ele.