Silvio Gumiero: Banco de reservas superpovoado

Até 2012 eram 7 os reservas e com a nova determinação, cada time pode colocar até 12 no banco

O futebol, como quase todos os outros esportes, também tem as suas mudanças. Tanto no modo de jogar, como nas regras. Na parte tática, desde o WM, passando pelo 4-2-4, aperfeiçoado no 4-3-3 e agora no 4-4-2 e suas variações.

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O futebol, como quase todos os outros esportes, também tem as suas mudanças. Tanto no modo de jogar, como nas regras. Na parte tática, desde o WM, passando pelo 4-2-4, aperfeiçoado no 4-3-3 e agora no 4-4-2 e suas variações. O mundo está jogando no 4-2-3-1 ou no 4-5-1. Poucos times ainda insistem no obsoleto 3-5-2.

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No banco de reservas, as regras também sofreram mudanças, sempre com o comando da FIFA. No início não tinha nenhum jogador, depois só o goleiro, até 2012 eram 7 os reservas e com a nova determinação, cada time pode colocar até 12 no banco. No jogo entre São Paulo e Cruzeiro, o São Paulo tinha 9 e o Cruzeiro 12. O número de substituições continua o mesmo, só 3. O que representa essa mudança?

Tem pontos positivos e negativos.

É uma despesa a mais para os clubes com concentração, viagem e premiação. Tem vantagens e preocupações para os treinadores. Com 7 no banco, 3 entram e 4 ficam descontentes. Com 12, 3 entram e o número de descontentes aumenta para 9. Com 12 no banco, o treinador tem um time inteiro à sua disposição, com reservas de ofício para cada posição, não sendo preciso a improvisação.

Em acordo com a diretoria, o treinador pode levar 7 no banco quando joga fora e 12 quando joga em casa. Aí terá menos despesa, mas o futebol profissional não pode pensar nessa economia. O treinador objetiva a vitória e quanto mais opções ele tem no banco, mais fácil de conquistar os 3 pontos. Colocado esses prós e contras, sou da opinião de que o treinador tem que levar os 12 para o banco, porque motivá-los, também é uma obrigação dele.