Sílvio Gumiero: A Macaca e o Galo
Era uma vez uma macaca que gostava sempre, de viver bem no alto. Era muito esperta, ágil, pulava de galho em galho, mas sempre objetivava o topo. Ela tinha muita experiência de vida, 115 anos, e se orgulhava de ser a mais antiga de sua espécie. A sua fé consistia, e até hoje consiste, na esperança de colocar mais uma faixa transversal no seu peito.
Também era uma vez um galo, e como todos eles, andava pelo chão, porém desde pequeno de cabeça alta, olhando a todos com o pensamento de ser o melhor deles. E assim foi levando a sua vida, sempre evoluindo e até teve o seu reinado levado a contento. Quando terminou esse reinado, o galo acostumado com a fama, quis ser o chefe de vários galinheiros. E conseguiu. Foi também com a sua evolução que chegou a ser o comandante de galinheiros com 15, 17 e 20 anos de idade. Aí ele estacionou. Talvez as suas asas já estavam cansadas.

Estórias ou brincadeiras à parte, o treinador Alexandre Gallo (com 2 eles) acaba de chegar na Ponte Preta. Gallo, como jogador, meio-campista, passou por vários clubes de ponta. São Paulo, Santos e Atlético Mineiro foram alguns deles. Quando parou de jogar, foi ser auxiliar técnico e treinador. Como auxiliar, aprendeu muito com o Luxemburgo no Santos, tanto é que depois da saída do Luxa, ele foi efetivado como treinador.
Gallo chegou a ser o coordenador de todas as categorias de base da Seleção Brasileira. Foi o treinador da última Seleção Sub-20 e depois do fracasso, foi demitido. Eu assisti aos jogos e vi um time desorganizado, sem garra, sem gana de vitórias. Gallo tem 48 anos e está assumindo a Macaca com 115, que almeja títulos. Ela está no alto e ele no chão. A oportunidade para o Gallo é ótima, se for bem no Paulistão, ficará para o Brasileirão. O elenco da Macaca é de razoável para bom, mas está muito mal treinado, sem padrão de jogo, sem disciplina tática. Antes de colocar os seus conhecimentos nas 4 linhas, Gallo precisa de humildade. Se continuar olhando as pessoas de uma forma superior e se achar o dono do galinheiro, a Macaca logo, logo cortará as suas asas.





































































































































