Sílvio Gumiero: A Evolução do Dinheiro no Futebol Brasileiro
O crescimento é muito grande e há boas perspectivas, desde que haja planejamento estratégico dos cartolas
Como o nome desta coluna é Futebol & Cia, estou deixando de lado o futebol nas 4 linhas e focando a Cia, a grana que rola no nosso rico e mal administrado futebol. Desde 2003 o Brasileirão tem como regulamento o método de pontos corridos.
Como o nome desta coluna é Futebol & Cia, estou deixando de lado o futebol nas 4 linhas e focando a Cia, a grana que rola no nosso rico e mal administrado futebol. Desde 2003 o Brasileirão tem como regulamento o método de pontos corridos. É uma forma de o patrocinador saber que a sua empresa estará presente até a última rodada.

Mas vamos ao que interessa, aos números que a revista Exame publicou na sua última edição, em uma matéria do jornalista Humberto Maia Junior, baseada em estudo do consultor Amir Somoggi.
A receita dos 100 maiores clubes do Brasil quase que quadruplicou em 10 anos. Foi de 800 milhões em 2003 para 3 bilhões e quinhentos milhões em 2012.
Esse aumento foi em virtude das seguintes receitas, sempre com valores comparativos de 2003 para 2012:
Cotas de TV de 274 milhões para 1 bilhão, quatrocentos e vinte milhões – aumento de 419%
Transferência de jogadores de 209 para 513 milhões – aumento de 145%
Patrocínio e propaganda de 72 para 497 milhões – aumento de 586%
Clube social e sócio torcedor de 89 para 391 milhões – aumento de 341%
Bilheteria de 56 para 249 milhões – também aumento de 341%.
Com estes números crescentes, a euforia fica menor quando o aumento das dívidas dos clubes foi de 1 bilhão e 200 milhões em 2003 para 5 bilhões e 500 milhões em 2012. Aí é que está o xis da questão.
Os dirigentes que não fazem um planejamento estratégico financeiro correto, colocam os seus clubes em uma situação muito ruim. Com as novas arenas prontas para a Copa do Mundo, as arrecadações com a bilheteria subirão, assim como todos os outros itens da receita.
Colocando executivos competentes e remunerados nas suas gestões, alguns clubes brasileiros poderão, nos próximos anos, ter um equilíbrio contábil e virar o jogo, que atualmente está a favor do déficit, aliás um déficit insustentável.





































































































































