Série D: Partida do último ano é investigada por tentativa de manipulação de resultado

A máfia de manipulação de resultados teria oferecido dinheiro para o Náutico-RR perder por 4 a 0 para o Remo

Entre os jogos, principalmente de campeonatos estaduais, sendo investigados, está uma partida de nível nacional, válida pela Série D do Campeonato Brasileiro

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Boa Vista, RR, 13 (AFI) – Nas últimas semanas eclodiu o caso da quadrilha que tentava manipular resultados de futebol pelo Brasil. Entre os jogos, principalmente de campeonatos estaduais, sendo investigados, está uma partida de nível nacional, válida pela Série D do Campeonato Brasileiro de 2015, organizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

A DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à pessoa) investiga uma denúncia de tentativa de ação da quadrilha sobre o jogo entre Náutico-RR e Remo, que ocorreu em Boa Vista, pela sexta rodada da primeira fase da quarta divisão.

Quadrilha ofereceu R$ 40 mil para o Náutico entregar o jogo contra o Remo

Quadrilha ofereceu R$ 40 mil para o Náutico entregar o jogo contra o Remo

O Náutico teria recebido uma proposta de R$ 40 mil para perder para o Remo pelo placar de 4 a 0. O jogo, porém, terminou com vitória dos donos da casa por 3 a 2. A quadrilha teria se reunido com o grupo de atletas relacionados para o jogo. Os jogadores foram orientados a comparecer na reunião usando shorts e nem aparelhos eletrônicos, para evitar gravações da conversa.

O presidente do Náutico-RR, Adroir Bassorici, confirmou que foi procurado por dois aliciadores, mas recusou a proposta. Nove envolvidos na operação, denominada “game over” foram pressos. Um dos jogadores do Náutico reconheceu, anonimamente, um dos pressos que participou da reunião com o clube. Marcos Danilo Ferrari, ex-técnico do Palmeira (RN), que caiu para a segunda divisão do Campeonato Potiguar. Marcos se apresentou à polícia em Natal na última sexta-feira.

A quadrilha ia atrás de clubes com dificuldades financeiras e na época o Náutico devia dois meses de salários aos atletas. Inicialmente, os casos de manipulação tinham sido identificados em partias das Série A2 e A3 do Campeonato Paulista e de divisões de acesso do Norte e Nordeste do país.