Série D: Grêmio Barueri dá calote, mas jogadores conseguem rescisão
Juntamente com o Sindicato dos Atletas, os cincos demitidos conseguem a carta de rescisão. Por outro lado, clube não cumpre o prazo dos salários atrasados
Depois de muito lutar, o Sindicato dos Atletas, representado pelos irmãos Filipe e Thiago Rino, conseguiu a rescisão federativa dos cinco jogadores demitidos no Grêmio Barueri
Barueri, SP, 05 (AFI) – Depois de muito lutar, o Sindicato dos Atletas, representado pelos irmãos Filipe e Thiago Rino, conseguiu a rescisão federativa dos cinco jogadores demitidos no Grêmio Barueri na última quinta-feira. Alex Maranhão, Jeferson, Nicolas, Careca e o ex-capitão Maurício agora tem em mãos a rescisão, mas o clube ainda dá mostras da incapacidade de sua diretoria, pois os dirigentes deram mais um calote e não fizeram o pagamento da dívida dos atletas.
“O clube deve ao elenco três meses de direito de imagem e dois meses de salário em carteira. Há no grupo jogadores com os pagamentos em dia, mas são os meninos mais novos, com salários baixos, ou um salário mínimo”, comentou o advogado Thiago Rino.
O zagueiro Klésio também cansou da situação e pediu para a diretoria do Grêmio Barueri para não entrar em campo, já que não recebe há 4 meses. Com isso, o jogador também rescindiu o contrato com o clube e não é mais jogador do Abelha.
E O DINHEIRO CAIU?
A diretoria tinha até às 16 horas desta sexta-feira para efetuar o pagamento dos salários do jogadores e, mais uma vez, o dinheiro não veio. Mesmo assim os atletas foram para o gramado da Arena Baueri enfrentar o Goianésia, às 19h, pela 8ª rodada do Grupo A6 na Série D do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista exclusiva para o Portal Futebol Interior, Thiano Rino lembrou a dificuldade de entrar no clube para conseguir a cartão de rescisão. “Eles não nos queriam lá dentro. Depois de muito pedir e lutar, conseguimos entrar e pegar uma carta que assume que os jogadores estão demitidos por incompetência da diretoria”, disse o advogado.
“ELES TEM DINHEIRO SIM!”
Em um vídeo gravado pelos jogadores do elenco, Bressan aparece balançando um cheque na frente dos atletas, prometendo pagá-los. Poucos dias depois, o dirigente voltou atrás e já mudou o discurso. “Isso é crime e chama retenção de salário. Eles tem dinheiro para pagar os jogadores, mas devem usar em outras funções que julgam mais importante”, comentou Thiago Rino.
Só por participar da competição nacional, o Grêmio Barueri recebeu aproximadamente 150 mil na primeira fase e mais 150 mil na segunda, isso de acordo com o advogado. “Se não me engano, foram 150 mil em cada fase da Copa do Brasil. Aonde foi parar esse dinheiro? Nós vamos cobrar isso”, lembrou Thiago Rino.





































































































































