Série C: Presidente paga o prêmio do acesso aos jogadores do Sampaio Corrêa
O valor do "bicho" prometido com o acesso foi acertado com os jogadores
Quando o Sampaio Corrêa estava em oitavo lugar na chave A, no segundo turno da fase de grupos da Série C do Brasileiro, fora da zona de classificação e correndo o risco até de ser rebaixado para a Série D, o presidente Sérgio Frota, durante 45 minuto
São Luís, MA, 13 (AFI) – Quando o Sampaio Corrêa estava em oitavo lugar na chave A, no segundo turno da fase de grupos da Série C do Brasileiro, fora da zona de classificação e correndo o risco até de ser rebaixado para a Série D, o presidente Sérgio Frota, durante 45 minutos, no centro do campo do Estádio Castelão, teve uma conversa importante com os jogadores sobre a situação. No encontro, o dirigente pediu que o time reagisse. Na reunião, foi acertado o valor do bicho a ser pago pelos resultados positivos, pela classificação e pelo acesso. Essa foi a senha a arrancada boliviana. A partir da conversa, a Bolívia Querida se recuperou, voltou a jogar o futebol do primeiro turno e as vitórias foram sendo conquistadas, vindo primeiro a classificação, depois o acesso para a Série B. O Sampaio está na final da competição, faltando dois jogos para buscar o título de campeão brasileiro.

Frota disse que a conversa com o grupo foi importante. “Mexemos com os brios dos jogadores e eles reagiram bem. Como prêmio, já pagamos R$ 680 mil de bicho, sendo que R$ 300 mil foram liberados nos últimos dias. Pagamos R$ 100 mil na sexta-feira à noite. Sábado pela manhã, pagamos mais R$ 100 mil. Depois da vitória sobre o Vila Nova, pagamos mais R$ 100 mil. Ainda tem uma parte que iremos pagar nos próximos dias”, detalhou Frota.
Para o presidente Frota, fazer futebol está cada vez mais caro e complicado. “As despesas são muito altas e as ajudas financeiras são poucas. Contamos mesmo com a torcida, que tem sido fantástica”, frisou.
De fato, as despesas são exorbitantes. Da renda de R$ 805.880,00, no jogo Sampaio 2 x 1 Vila Nova, o Tricolor ficou com um líquido de apenas R$ 463.215,88. “Só de bicho, pagamos R$ 300 mil. Pagamos mais INSS e as despesas que são feitas em função do jogo, que não entram no borderô, como alimentação, medicamentos, concentração e transporte”, explicou o dirigente.
Recuperado
O caminho percorrido foi longo. Sérgio Frota lembrou que recebeu o Sampaio sem crédito, desacreditado e com o apelido de “time mais caloteiro do Brasil”, conforme era taxado pela imprensa nacional. Além disso, o Sampaio estava fora de todas as competições nacionais. “Quando assumimos, há 79 meses, para contratar jogador e técnico era difícil. Ninguém queria vir para o Sampaio, pois a fama era de que aqui quem trabalhava não recebia. Para contratar era preciso pagar adiantado. Mudamos isso. Recuperamos a imagem do Sampaio. Tanto é que hoje tem um monte de jogadores querendo vir para o nosso time”, ressaltou o presidente.
Na parte técnica, Frota cita que o Sampaio passou a disputar a Copa do Brasil, a Série D, subiu para a Série C e agora conseguiu o acesso para a Série B. “Ainda queremos mais. Em 2014 estaremos entre os 40 mais importantes times do país. Vamos tentar subir para a Série A de 2015 e ficar entre os 20 melhores do Brasil”, finalizou.





































































































































