Série C: Paysandu faz torcida sofrer na compra de ingressos

Ingressos 01 250Belém, SP, 07 (AFI) – Pouco depois do raiar do sol, a travessa Curuzu, uma das vias de acesso ao Estádio Leônidas Castro, foi abrigando torcedores do Paysandu. Ontem, seria o primeiro dia da venda de ingressos do jogo entre os bicolores e o Icasa-CE, válido pelo mata-mata decisivo do Campeonato Brasileiro da Série C, domingo. A previsão era de que a fila fosse se dispersando a partir das 9 horas, horário estimado para o início da comercialização dos bilhetes. (Foto: Mário Quadros)

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Mas nada disso se confirmou. Pelo contrário, a fila foi aumentando, aumentando e atingiu as proximidades da avenida João Paulo Segundo. Por um motivo: a bilheteria permanecia fechada. E o tempo passou: das 10 horas passou pelo meio-dia e nada. Enquanto alguns torcedores desistiam, outros engrossavam a aglomeração.

Até que correu a informação de que a diretoria do Paysandu explicou que a máquina de confecção de ingressos tinha sofrido uma pane, e o processo de venda seria adiado para as 15 horas. Para a revolta de uns, como Roberto Sampaio e Milton Gomes.

“Ninguém dá satisfação de nada”, disse Milton, um dos primeiros da fila.

Com a negativa, os torcedores se dispersaram aos poucos. Porém, logo após o horário do almoço, a fila voltou a ficar grande. O cenário continuou o mesmo: bilheterias fechadas. E a paciência já dava sinais de que estava acabando. E foi o que ocorreu. José Mendes, outro bicolor, disse à reportagem do BOLA que a avenida Almirante Barroso seria interditada como forma de protesto.
Dito e feito. Por volta das 15h15, os aficionados impediram o tráfego de uma das maiores vias de Belém. A paralisação durou cerca de 20 minutos até policiais surgirem em peso. Teve até militar que empunhou arma em meio à celeuma. Mas ninguém foi preso e não houve registro de feridos.

Dirigentes jogam culpa em empresa
O tumulto se estendeu ao portão do estádio na travessa do Chaco. O major Rosinei interveio e fez o papel de intermediário entre a Fiel e a diretoria do clube. Segundo ele, o diretor Francisco Meirelles assegurou que as vendas seriam iniciadas somente a partir das 9 horas. De acordo com a presidência do clube, o equívoco se deu em virtude de um erro na comunicação, via internet, da empresa BWA, que confecciona ingressos.

O sistema estaria fora do ar. Mas, na Curuzu, o boato era de que o problema era funcional, com uma das máquinas da firma. Resultado: o faturamento com a comercialização de todos os ingressos, estimado em R$ 297 mil, está ameaçado. No início do Nacional, o Paysandu teria rompido com a BWA, mas estranhamente a empresa voltou à cena.

“Quero pedir desculpas ao torcedor. A BWA não dá a devida atenção, trata o Paysandu como uma equipe do interior”, acusou o diretor Maurício Maciel. “Tivemos problemas para encontrar o funcionário da BWA e com a internet. Depois, a impressora não funcionava. Perdi a compostura. Só vou sair daqui hoje quando o último ingresso for impresso. E amanhã (hoje) todas as catracas da Curuzu vão funcionar. Teremos 13 funcionários e mais as vendas na sede (social) e no Posto Chermont”. Menos mal que o clube pagou a premiação de R$ 50 mil atrasada pela classificação ao mata-mata.