Série C: Meia do Remo pode precisar de transplante de medula óssea
Com uma falha na produção de células sanguíneas, Carlos Alberto não jogará mais nesta temporada
Com uma falha na produção de células sanguíneas, Carlos Alberto não jogará mais nesta temporada
Belém, PA, 31 (AFI) – O meia Carlos Alberto, do Remo, pode precisar de um transplante de medula óssea. O quadro clínico do jogador de 24 anos foi explicado em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira. Membros do departamento médico remista, Henrique Custódio e Jan Klay esclareceram alguns pontos da situação, ao lado de Thiago Xavier, chefe de hematologia do Hospital Porto Dias. O presidente Fábio Bentes também participou da coletiva.
O problema identificado no atleta é pouco comum e conhecido como aplasia da medula óssea, caracterizada por uma falha na produção de células sanguíneas.
Ele deve receber alto em breve, mas o caso requer acompanhamento e tratamento médico a longo prazo. É certo, portanto, que Carlos Alberto não joga mais em 2019. Também não está descartada a possibilidade de uma aposentadoria precoce dos gramados.

TRATAMENTO PELA GRAVIDADE
“O tratamento é determinado de acordo com a gravidade com o qual o caso passe a evoluir nas próximas semanas. Entre as várias opções, o transplante de medula óssea é uma possibilidade.
O primeiro local para se procurar (possíveis doadores) é na família, os irmãos, o pai, a mãe. Ele tem duas irmãs e será pesquisada a compatibilidade. Caso elas não sejam, a gente vai procurar no banco de doadores”, explico Thiago Xavier.
“É importante mencionar que todos nós nos disponhamos em ser doadores de medula óssea. Se não para o atleta, mas pra outras pessoas. No ato de doação de sangue é perguntado se quer se inscrever para ser doador de medula óssea. Se não for perguntado, diga que quer”, completou.
PROCESSO LONGO
Enquanto isso, o meia deve ser submetido a uma série de transfusões de sangue, que vão ajudá-lo a ficar mais disposto, mas não o suficiente para jogar futebol.
“Essas transfusões vão manter o linear mínimo para que ele possa viver uma vida normal em casa, mas não são condizentes com a prática da atividade esportiva em alto nível”, disse Xavier.
Carlos Alberto foi internado na última quinta-feira, dia 26 de julho, quando sentiu um mal estar durante a madrugada e precisou de doações de sangue. Antes, na quarta-feira, ele já havia reclamado de cansaço durante os treinamentos.
RECUSOU INTERNAÇÃO
“Quando aconteceu o diagnóstico ele se recusou a internar, disse “estou bem, vou pro jogo, quero viajar”. Tinha que internar. É uma doença silenciosa. Ele corria o risco de um desfecho trágico.
Tinha uma alteração tão grave que a preocupação era de que ele poderia vir a óbito no avião. (…) Com essa alteração no exame de sangue, entramos em contato com a equipe de hematologia do hospital Porto Dias e a orientação era pra uma repetição dos exames”, afirmou Jean Kley.
“Confirmada a alteração grave, a opção foi por internar em caráter emergencial e iniciar o processo de transfusão. Nos deparamos com a dificuldade de conseguir plaquetas no Hemopa e, em comum acordo, iniciamos a campanha de doação de sangue.
A partir daí, corremos contra o tempo para elucidar, de fato, o que estava acontecendo com o atleta”, completou o médico remista.





































































































































