Série C: Maxion Empreendimentos nega ajuda total ao Guarani: “Estão abusando da boa vontade”
Diretoria havia feito uma série de exigência a empresa para continuar sua vida sem o Brinco de Ouro
Depois de o Guarani fazer uma série de pedidos à Maxion Empreendimentos, empresa que arrematou o leilão do Brinco de Ouro, para continuar a vida sem o estádio
Campinas, SP, 07 (AFI) – Depois de o Guarani fazer uma série de pedidos à Maxion Empreendimentos, empresa que arrematou o leilão do Brinco de Ouro, para continuar a vida sem o estádio, a diretoria alviverde teve uma resposta negativa da empresa gaúcha. No que depender da Maxion, praticamente nada será feito para ajudar o Guarani.
A lista de exigências apresentada pelo Guarani em reunião realizada na última terça-feira exigia a construção de uma nova arena com capacidade para 20 mil lugares, um novo clube social e um novo CT. Entretanto, o advogado da Maxion, Darcio Vieira Marques, afirmou que o Guarani está abusando da boa vontade da empresa.
“Eu disse que a gente está disposto a ajudar a construir o estádio, mas não pode abusar da boa vontade. A gente tem limite para essa bondade, para esse dever de colaboração. Além de estádio eles querem CT, clube, enfim. A gente pode discutir se tiver outro parceiro e colaborar na construção, mas não pode querer demais” afirmou Darcio Vieira Marques.
Além disso, o advogado garantiu que a construção de um estádio nunca esteve em pauta para a Maxion Empreendimentos, que preza o ramo imobiliário. Apesar de Darcio Vieira Marques saber que o Guarani tem planos para o futuro, o advogado não quer ajudar o clube em tudo.
“Não é objetivo da nossa empresa construir estádio. Temos que ver os termos desse estádio, capacidade, localização. Tem uma série de detalhes que vamos discutir, mas é muito difícil discutir detalhes dessas coisas. Sabemos que o Guarani disputa campeonatos, mas não podemos ajudar em tudo. Eles estão pedindo muito”, finalizou.
Para discutir sobre o futuro do Guarani e o que será feito com o estádio Brinco de Ouro, a Maxion Empreendimentos terá uma reunião com a diretoria do clube no próximo dia 12. Resta aguardar para saber o próximo capítulo dessa novela, que pelo jeito está longe do fim.
MAIS DO LEILÃO
No dia 30 de março, a Justiça do Trabalho aceitou a oferta da Maxion, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista – algo em torno de R$ 31,5 milhões. O restante será pago em 12 parcelas de R$ 6,1 milhões. Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna declarou que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. Porém, a Maxion foi única empresa a fazer uma oferta.
O terreno do estádio – a área tem em torno de 80 mil metros quadrados, localizado na região nobre da cidade, no bairro Jardim Proença -, está em penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Hoje, somente as dívidas trabalhistas executadas já chegam a R$ 70 milhões. Estima-se que a dívida total do clube gira já supere os R$ 250 milhões.
No último dia 18 de março, três empresas ofertaram muito abaixo do valor mínimo estipulado pela Justiça e, por isso, a juíza Ana Claudia Torres Vianna recusou. Na época, o Grupo Magnum, parceira do Guarani no início do ano, ofereceu “apenas” R$ 55 milhões, enquanto um grupo de empresários de Jaboticabal ofertou menos ainda, R$ 45 milhões. A Lances Negócios Imobiliários foi a empresa que tinha feito a maior oferta, que girava em torno de R$ 60 milhões.
Agora, a empresa Maxion Empreendimentos Imobiliários deve utilizar o terreno do Brinco de Ouro para a construção de algo adequado as necessidades de Campinas. O grupo ainda conversará com a Prefeitura para uma definição, já que a decisão tomada pela juíza Ana Claudia Torres Vianna não tem validade imediata. A diretoria do Guarani disse que irá recorrer à Justiça para que o leilão seja anulado.
O poder público tem mostrado disposição para auxiliar o Bugre no caso. Como o município detém duas das cinco matrículas do Brinco, promete embargar o leilão caso haja prejuízos ao clube. A Câmara dos Vereadores também criou uma comissão para acompanhar o caso de perto.
No início do mês, a Justiça do Trabalho recusou uma oferta do Grupo Sena, que pretendia pagar R$ 220 milhões pelo terreno do Brinco. Valor duas vezes maior que a oferta a arrematação da Maxion. O problema é que, para depositar o dinheiro, a empresa exigia que a Prefeitura liberasse as duas matrículas pertencentes ao município.





































































































































