Série C: Justiça do Trabalho mantém juíza em processo de leilão do Brinco de Ouro do Guarani
O Grupo Magnum é o mais favorecido com a decisão, pois já tem um acordo com o clube para ficar com o estádio
O Grupo Magnum é o mais favorecido com a decisão, pois já tem um acordo com o clube para ficar com o estádio
Campinas, SP, 02 (AFI) – O Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região (TRT-15) manteve, na tarde desta quinta-feira, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna como titular do processo em que o estádio do Guarani, o Brinco de Ouro da Princesa, foi a leilão. A magistrada era vista com suspeita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em razão de ter adotado procedimentos não condizentes com a atuação que deveria ter.
Com a decisão, o grande beneficiado é o Grupo Magnum, que já fez um acordo com o Guarani para ficar com a área do estádio. O presidente bugrino, Horley Senna, comemorou o resultado, pois tem dito que o clube só sobreviverá caso a Justiça aceite o que foi proposto pela empresa de relógios.
Por outro lado, a outra interessada, a Maxion Empreendimentos, deverá recorrer da decisão. Anteriormente, a construtora já havia declarado que iria até as últimas consequências para ficar com o Brinco de Ouro, pois acreditam que o valor de R$ 105 milhões (arrematado em leilão) foi oferecido de forma transparente e dentro da legalidade.
Vale lembrar que além destes R$ 105 milhões da Maxion, outros R$ 45 milhões da Magnum foram bloqueados pela Justiça do Trabalho. Isso porque anteriormente a juíza Ana Claudia havia decidido que Guarani e Magnum formaram grupo econômico para administrar o futebol do clube. Ação que só atrasou os andamentos processuais.
BOM OU RUIM ?
A grande questão é se com tudo isso o Guarani se beneficiará, já que o Magnum tem contra si a falta de credibilidade. Já que algumas vezes se mostrou parceiro do e em outras ‘virou as costas’ para o Bugre. Uma prova disso foi no Campeonato Paulista da Série A2, transparecendo de forma deliberada que o grupo não queria o acesso à Primeira Divisão, a ponto de colocar como responsável de futebol bugrino seu funcionário Lucas Andrino Chirico, descompromissado com tal feito.
Mesmo com o maior orçamento da Série A2, o Guarani ficou apenas na oitava posição. Embora o presidente Horley e o restante da diretoria tenham confiança na proposta da Magnum, as atitudes do grupo geram desconfiança do torcedor, pois em outras ocasiões e com compromissos assumidos, a empresa furtou-se de ajudar a equipe campineira.
Por outro lado, com a decisão a juíza deverá cumprir o que combinou com os credores dos processos trabalhistas. Fazendo com que aja a alienação particular e com isso o Guarani fará o negocio na forma e no molde que a Magnum deseja.





































































































































