Série C: Guaratinguetá perde 23ª na temporada e vira Íbis do Vale
Guará tem aproveitamento de 7%, próximo do lendário time pernambucano
Guará tem aproveitamento de 7%, próximo do lendário time pernambucano
Guaratinguetá, SP, 20 (AFI) – Guaratinguetá se tornou sinônimo de derrota e humilhação nesta temporada. Neste final de semana, o time do Vale do Paraíba perdeu para o Madureira, por 2 a 0, no Aniceto Moscoso, no Rio de Janeiro, e conheceu sua 23ª derrota em 27 jogos na temporada. Desempenho que deixa o Íbis, lendária equipe pernambucana que ficou mais de 55 jogos sem vencer, com inveja, pois seu recorde pode ser quebrado ainda nesta Série C do Campeonato Brasileiro.
Entre julho de 1980 e junho de 1984, o Íbis não conseguiu vencer nenhuma vez. Foram 55 jogos, com 48 derrotas, sete empates e apenas 4% de aproveitamento dos pontos disputados. O time pernambucano atingiu esta marca numa época na qual as equipes entravam menos em campo. Por isto, o Guará pode chegar a uma marca parecida mesmo entrando em campo em menos oportunidades.
Em 27 jogos, entre Série A2 do Paulista e Série C, o Guaratinguetá perdeu 23, empatou 3 e venceu apenas uma vez. No estadual, sob o comando do projeto de técnico João “Telê”, o Guará foi rebaixado para a Série A3 do Paulista com um desempenho pífio. Dos 57 pontos disputados, o time somou apenas três. Foram 18 derroats em 19 jogos e desempenho pífia de 5%.

Ainda durante o Estadual, o Guará chegou a incrível marca de 13 derrotas seguidas, que só foi quebrada no início da terceira divisão, mas a série sem vitórias aumentou para 21 jogos. Desta forma, entre Série C e Série A2, o Guaratinguetá aproveitou apenas 7% dos pontos que disputou. Se continuar neste ritmo, com derrotas e mais derrotas, a Garça deve terminar a temporada com um aproveitamento menor que o do Íbis.
EM CASA, MAS…
Os paulistas também tentam quebrar um jejum de mais de um ano sem vencer em casa. O time do Vale do Paraíba não vence ao lado de seus torcedores, desde o dia 31 de maio de 2014, quando derrotou o Macaé pelo placar de 4 a 1. Já são dez jogos sem vencer no Dário Rodrigues Leite, entre Série A2 e Série C. Na última temporada e no começo deste ano, o time paulista chegou a mandar jogos em Leme e Barueri.

“TELÊ” É TREINADOR?
Antes de comandar o Guaratinguetá, João Marcos “Telê”, na temporada passada, esteve na quarta e última divisão paulista comandando o Lemense. E também teve uma campanha vergonhosa, deixando o time na lanterna de seu grupo.
No Lemense, João “Telê” fez dez jogos e perdeu oito partidas. Ou seja, desde que resolveu pagar para ser treinador, já fez 37 jogos, dos quais saiu derrotado em 31. Não existe na história do futebol brasileiro nenhum treinador com tão péssimo desempenho.
FIM PRÓXIMO?
O Guaratinguetá era um dos mais organizados clubes do Brasil e o melhor de todos da rica região do Vale do Paraíba, no interior paulista. Tudo ia bem até o final de 2013, quando Pedro Secol Panzelli assumiu o controle do clube.
Condenado criminalmente pela Justiça Federal, completamente “quebrado”, devendo para vários bancos, sem dinheiro, sem crédito e sem credibilidade, Panzelli não conseguiu administrar o Guaratinguetá e este ano teve que entregar tudo para João Marcos “Telê” Rodrigues Santos. Tanto João “Telê, como Panzelli são da cidade de São Bernardo do Campo.
Este ano a situação do Guaratinguetá ficou mais difícil e, além de entregar o clube para João “Telê”, Pedro Panzelli teve que abrir mão da presidência, agora exercida por Edinilson de Araújo Carneiro, “pau mandado” do “pior treinador do Brasil”.





































































































































