Série C: Greve no Judiciário atrasa ações de trio contra o Guaratinguetá

Servidores querem reajuste a atrasaram decisões judiciais de trio que tomou calote

Servidores querem reajuste a atrasaram decisões judiciais de trio que tomou calote

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Guaratinguetá, SP, 21 (AFI) – Uma greve que já dura 40 dias nos funcionários do Poder Judiciário tem atrapalhado os processos de Patrick, Jaílson e Cássio contra o Guaratinguetá. O trio cobra salários atrasados, recolhimento Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o INSS entre outras obrigações. A expectativa é que eles conseguissem a liberação no ultimo dia 15, mas a paralisação impediu a rescisão.

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“A greve nos estabelecimentos forense da Justiça do trabalho, atinge toda JT exceto os juízes (ainda em atividade) porém desde audiências, despachos processuais e andamentos regulares estão afetados pela greve. Por exemplo: se o juiz concede liminar, falta funcionário para intimar as partes e publicar na imprensa. Nosso trabalho está prejudicado, e os atletas, que precisam de uma solução urgente, estão desamparados, uma grande perda”, afirmou o advogado do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, Thiago Rino (foto). Ao lado do irmão, Felipe Rino, ele defende os atletas.

Os servidores do Judiciário pedem que a presidenta Dilma Rousseff sancione o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 28 que garante o reajuste dos salários em 56% para repor perdas nos últimos nove anos. Os servidores do MPU (Ministério Público da União) pedem que o Congresso Nacional aprove o PLC 41, que garante o reajuste a esses trabalhadores.

Jaílson e Cássio foram ‘deixados de lado’ pelo gestor e técnico do time, João “Telê” sem cumprimento das obrigações básicas como salários. Os dois jogadores participaram da maioria dos jogos do time no Campeonato Paulista deste ano, mas em seguida foram avisados que não fariam parte do elenco para a Série C, mesmo os dois tendo contrato vigente por pelo menos até o final do ano.

O caso de Patrick é mais grave. Ele foi contratado junto ao Queimados, do Rio de Janeiro, para a disputa da Série A2 no começo do ano, mas sofreu uma grave lesão no joelho e foi obrigado a custear a cirurgia e o tratamento com ajuda do Sindicato dos Atletas. Assim como a dupla, ele está sobrevivendo com ajuda de amigos e familiares.

RELEMBRE…
O Guaratinguetá era um dos mais organizados clubes do Brasil e o melhor de todos da rica região do Vale do Paraíba, no interior paulista. Tudo ia bem até o final de 2013, quando Pedro Secol Panzelli assumiu o controle do clube. A Garça brilhou por vários anos sob o comando do empresário Sony Albert Dower, que sem ter o apoio do município preferiu transacionar suas ações do clube-empresa para Panzelli. Ele teria um acordo com João “Telê” para que ele dirigisse o time, numa transação que teria envolvido algum dinheiro, mas sem nenhuma transparência.

Condenado criminalmente pela Justiça Federal, completamente “quebrado”, devendo para vários bancos, sem dinheiro, sem crédito e sem credibilidade, Panzelli (foto abaixo) não conseguiu administrar o Guaratinguetá e este ano teve que entregar tudo para João Marcos “Telê” Rodrigues Santos. Tanto João “Telê, como Panzelli são da cidade de São Bernardo do Campo.

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Este ano a situação do Guaratinguetá ficou mais difícil e, além de entregar o clube para João “Telê”, Pedro Panzelli teve que abrir mão da presidência, agora exercida por Edinilson de Araújo Carneiro, que seria “pau mandado” do “pior treinador do Brasil”.

João “Telê” e Edinilson de Araújo, presidente do Guaratinguetá, assinaram contrato para ficarem à frente do clube durante cinco temporadas. Edinílson de Araújo assumiu o clube durante a Série A2 Paulista depois de ter deixado o Lemense a ver navios. Nem mesmo a péssima fase vivida pelo clube faz João “Telê” entregar o cargo, ou então ser demitido. Em qualquer outro clube sério do Brasil, isso já teria acontecido há muito tempo.

O futuro do Guaratinguetá é tenebroso, mais uma vez a venda e largado nas mãos de empresários incapacitados de comandar um clube-empresa. Sem estrutura para jogar na cidade – tem a pior média de público entre as Séries A, B e C do Brasileiro –, e com pessoas que não cuidam do clube, o Guaratinguetá passa a ser um ponto de interrogação em um futuro próximo do futebol.