Série C: Goleiro-centroavante revela que São Bento teve 'dois atletas com sintomas'

Bentão enfrentou o Criciúma entre o final da tarde e o começo da noite desta segunda-feira (26), no Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)

Bentão enfrentou o Criciúma entre o final da tarde e o começo da noite desta segunda-feira (26), no Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)

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Sorocaba, SP, 27 (AFI) – O goleiro do São Bento, Lucas Macanhan, condenou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por ter permitido o duelo diante do Criciúma na segunda-feira (27), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pela 12.ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C, mesmo com somente 12 jogadores à disposição, por conta de um surto de covid-19.

Os mandantes até seguraram o empate sem gols, mas tiveram que fazer a única alteração a que tinham direito. Aos 38 minutos do segundo tempo, o meia-atacante Coutinho precisou dar lugar justamente ao arqueiro, que entrou como centroavante. Antes mesmo do confronto, Allan Vieira, lateral-esquerdo, saiu às pressas do departamento médico para começar o jogo.

GOLEIRO VIRA CENTROAVANTE

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“O que aconteceu ontem foi uma coisa lamentável e é esse o foco da conversa, não o goleiro que entrou, mas o que nos forçaram a fazer ontem, a jogar, da maneira que foi, jogadores voltando de lesão indo para o sacrifício, jogadores em campo com sintomas da covid. Esse protocolo é um pouco equivocado, mas não cabe a mim ficar falando sobre isso. Meu papel é entrar, jogar e ajudar o meu clube da melhor maneira possível”, falou Lucas Macanhan em entrevista à ESPN.

Lucas Macanhan estava no banco, mas precisou entrar como centroavante - Foto: Neto Bonvino/EC São Bento - Foto: Neto Bonvino/EC São Bento

Lucas Macanhan estava no banco, mas precisou entrar como centroavante – Foto: Neto Bonvino/EC São Bento

Com a igualdade, os donos da casa subiram para a nona posição do Grupo B, com nove pontos, o mesmo do lanterna Boa Esporte-MG. São José-RS, com 13, é o primeiro fora da faixa de descenso. O Bentão volta a campo no próximo domingo (1), quando enfrenta o Ypiranga-RS, no Colosso da Lagos, em Erechim (RS), às 16h30.

“Jogamos com dois atletas com sintomas, por mais que leve. No exame antes da partida, detectaram negativo, mas estavam com os sintomas. A gente vinha perdendo os atletas durante a semana até domingo, um dia antes da partida. Não acreditávamos que a partida ia acontecer, porque não tínhamos jogadores.

Acreditávamos que ia ter bom senso e ficamos sabendo que a partida aconteceria duas horas antes. Eu estava em casa com amigos. Duas horas antes da partida, saiu no grupo que ia ter o jogo. Peguei minhas coisas e vim para o estádio”, continuou.

“A maioria dos goleiros em período de férias e rachões acaba brincando na linha, mas tudo muito diferente de um jogo real. Eu gostava muito de jogar peladas nas férias com amigos, então, levava um jeitinho na linha, mas nem se compara a ontem. Guardei (a camisa do jogo). Já está em casa. Vai para o quadro, não tem jeito”, encerrou.