Série C: Fora da final, Brasil-RS comemora ano positivo
Brasil coloca 2015 como um dos anos mais vitoriosos da sua história, e torcida já espera ansiosa pela próxima temporada
Brasil coloca 2015 como um dos anos mais vitoriosos da sua história, e torcida já espera ansiosa pela próxima temporada.
Pelotas, RS, 03 (AFI) – Definitivamente, o ano de 2015 está gravado na história do Brasil-RS. Depois de se sagrar Campeão Gaúcho do Interior e conseguir o acesso à Série C, o time do técnico Rogério Zimmermann começava o ano cheio de expectativa. A primeira delas foi o reencontro com o Flamengo, pela Copa do Brasil. Depois, veio o Gauchão e a repetição do caneco de melhor time do interior. No segundo semestre, o mais importante desafio do ano: a Série C do Brasileirão.
A competição nacional encerrou-se neste final de semana para o time Xavante com a derrota nos pênaltis no estádio Serra Dourada, depois de dois empates sem gols com o Vila Nova. Se engana quem reclama do resultado. O maior feito da temporada havia chegado duas semanas antes: o acesso à Série B do Brasileirão
Depois do feito histórico diante de um Castelão lotado e parar Pelotas para festejar a chegada do rubro-negro à segunda divisão nacional, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Vila Nova no Bento Freitas. Como o resultado se repetiu no estádio Serra Dourada, a decisão foi para os pênaltis. Melhor para os goianos, que venceram por 4 a 3 e irão disputar a final da competição com o Londrina.
Para os Xavantes fica o gosto de vitória. O Brasil começou o ano cheio de missões. Preparou o Bento Freitas para receber – depois de 30 anos – o Flamengo. Um incidente na arquibancada fez o clube amargar o primeiro grande desafio do ano: jogar longe da sua casa. E não foi fácil. Mas os guerreiros encararam com muito brio. Na Copa do Brasil, a equipe foi ao Maracanã levar as cores vermelha e preta e seguiram brilhando no Gauchão. Fez bonito, chegou à semifinal e repetiu aquilo que poucos acreditavam: foi bi-campeão do Interior.
O segundo semestre trouxe um sonho antigo ao Bento Freitas. Mas o time do técnico Rogério Zimmermann seguia sem poder jogar no seu estádio, o Caldeirão tão temido pelos adversários. Foram quatro rodadas fora de casa. E o retorno foi triunfal.
Em um duelo contra o Londrina, o Brasil perdia por 1 a 0 até os 42 minutos do segundo tempo, quando virou para 3 a 1 e mostrou que o Caldeirão voltou com tudo. Seguiu brilhando na Série C, manteve-se por 11 rodadas invictos, jamais deixou o G-4 da competição e atingiu um dos mais procurados objetivos da competição: garantir a permanência na Série C. A vitória por 2 a 0 diante do Tupi, na última rodada duplicou o ânimo Xavante. O Brasil estava há 180 minutos da segunda divisão nacional.
Depois de muita luta, o Brasil conseguiu, antes do primeiro jogo contra o temido Fortaleza, liberar as arquibancadas móveis no estádio. Eram mais vozes gritando no Caldeirão. E no final do primeiro tempo, Cléverson colocou a bola no fundo das redes. A torcida, enlouquecida, comemorava. Ainda não faziam idéia de que aquele barbante que balançava era o símbolo de um Brasil na Série B.
O segundo jogo foi diante de 60 mil pessoas, no calor de Fortaleza. O time da casa preparou tudo para subir. A torcida aprontou tudo e mais um pouco. O time cearense agrediu durante os 90 minutos, mas viu um Paredão. Eduardo Martini foi sensacional e, junto dos seus companheiros, bloquearam a meta rubro-negra. O empate sem gols fez Pelotas ter um carnaval fora de época. O país viu uma festa histórica. O retorno dos heróis começou a ser festejado já na capital gaúcha. Em Pelotas, mais de 7 horas de desfile em carro aberto. Tamanha devoção e agradecimento eram justos: o Brasil está entre os quarenta melhores times do país





































































































































