Série C: Ex-dirigente do Mogi Mirim acusa Rivaldo de irregularidade

Henrique Stort reclamou das atuais condições de trabalho que o clube dá aos jogadores

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Mogi Mirim, SP, 12 (AFI) – Há quase três décadas vivendo diariamente o ambiente do Mogi Mirim, o ex-dirigente Henrique Stort resolveu polemizar em entrevista ao programa Tocando de Letra, exibido no último dia 3, pela SEC TV. O alvo principal: a atual gestão do clube, sob o comando do pentacampeão Rivaldo.

Stort confidenciou que, mesmo Rivaldo assinando um termo de compromisso no momento da transição da administração do clube com a família Barros, o acordo não foi cumprido e o mesmo dilapidou o patrimônio do Mogi.

“Todos os 14 apartamento adquiridos pelo Wilson Barros no Condomínio Lorenzetti foram negociados pelo Rivaldo. Não existe mais nenhum do clube”, declara o ex-dirigente. “O dinheiro que ele repassou para a família Barros, em torno de dois milhões, já recuperou com a venda dos imóveis”, completou.

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Além disso, Stort confessa que seu desligamento ocorreu por problemas pessoais com o vice-presidente Wilson Bonetti. “Meu desligamento do Mogi foi de ordem pessoal com o Bonetti. A única coisa que ele me pedia era camisa em dia de jogos com times grandes para dar de presente. No resto, me excluía de tudo. Não me chamava para uma reunião sequer”, desabafou.

O ex-dirigente afirma categoricamente que algumas parcerias foram viabilizadas através dele. “A Unimed e a Bioleve estão lá porque eu consegui acertar. Até ventiladores coloquei dentro do clube”, informa.

Ex-jogador do Mogi, Stort critica ainda a falta de um profissional da área de psicologia no Sapo. Para ele é indispensável que um profissional deste ramo faça um acompanhamento dos atletas, principalmente os que atuam na categoria de base.

“Muito deixam a família e vem para cá. É preciso orientar emocionalmente estes garotos. Batalhei muito por isso lá, mas não consegui concretizar”, aponta o ex-dirigente.

Caso Lins
Após a participação no programa, o ex-dirigente procurou o jornal A COMARCA para questionar sobre a venda do jogador Lins, destaque do Mogi em 2006, quando conquistou o título do Campeonato Paulista com o técnico Mabília.

Além da conquista pelo Sub-20, o atacante fez parte do plantel que assegurou o retorno do Sapão da Mogiana, em 2008, para a elite do futebol paulista com o treinador Argel Fucks. “Ele tinha contrato com o Mogi Mirim. Após a morte do Wilson Barros, fiquei no comando por algum tempo, quando recebi algumas propostas de venda do Lins”, esclarece Stort.

Depois de algum tempo, o ex-dirigente do Mogi afirma que não participou mais das negociações e o atleta acabou se transferindo para o Guaratinguetá. “Não sei se o contrato dele expirou ou se ele foi vendido”, aponta Stort. “Caso tenha sido vendido, não sei como ficou a negociação em termos financeiros para o Mogi. Esta questão pode ser respondida pela diretoria atual”, completa o ex-dirigente.

Confira a entrevista de Stort clicando aqui!