Série C: Da Lupa volta a ser sócio da Lusa e critica diretoria: "Quem é vilão comanda o clube"
Por meio de ação na Justiça, dirigente recuperou direito político na Portuguesa
Por meio de ação na Justiça, dirigente recuperou direito político na Portuguesa
São Paulo, SP, 21 (AFI) – Ex-presidente da Portuguesa durante nove anos, Manuel da Lupa, conseguiu na Justiça o direito de voltar a ser conselheiro do clube na Justiça. Expulso no final de abril por ser considerado culpado pela escalação do meia Héverton e, consequentemente, pelo rebaixamento à à Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, o ex-dirigente aproveitou para criticar a atual gestão da Lusa.

“Dos 385 conselheiros, 84 votaram, alguns assinaram a lista e foram embora que eu fiquei sabendo e outros 50 foram favoráveis a minha saída, ou seja, 15%. Entrei com recurso, foi para a Assembléia Geral e o presidente (Arnaldo Faria de Sá) deu liminar suspendendo os efeitos da reunião do Conselho. Sou inocente”, afirmou o ex-mandatário em uma rede social. A tendência, no entanto, é que Da Lupa renuncie ao título após a resolução do imbróglio.
Manuel da Lupa é acusado de estar ciente sobre a suspensão do meio-campista Héverton para a última partida do Brasileirão de 2013 contra o Grêmio, mas de não comunicar o técnico Guto Ferreira e outros dirigentes responsáveis pelo futebol. Com a entrada do jogador em campo, a Portuguesa acabou punida com quatro pontos e foi rebaixada para a Série B.
“Estou tranquilo. Também aguardo a decisão da 22ª vara cível do pagamento de uma multa de R$ 50 mil por desrespeito ao Judiciário. Estou esperando a decisão para executar. Eu não quero dinheiro da Portuguesa, nunca quis. Mas quero ver o presidente do Conselho (Deliberativo, Marco Antonio Teixeira Duarte) botar a mão no bolso e respeitar a Portuguesa”, comentou.
O ex-dirigente aproveitou a crise política do clube, que começou após o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, para criticar as duas últimas gestões.
“Fiquei nove anos na presidência da Portuguesa sem dever nada para ninguém. Eles (nova gestão) está lá há dois anos e não pagam ninguém. Os jogadores recebem, mas não jogam. Os coitados dos funcionários não veem a cor do dinheiro. A secretária está cinco meses sem receber. Ainda bem que ela tem família para ser ajudada”, disparou o dirigente, que ainda deu nome aos bois.
“O que estava lá (Ilídio Lico) não está nem aí com o clube e não pagou ninguém. O que chegou agora (Jorge Manuel Marques Gonçalves) caiu de paraquedas, mas também não pagou ninguém. Ele está cheio de assessores que estão esperando para ver se sobra algum, mas não vão conseguir. É isso, eles expulsaram os bonzinho, que só ajudaram a Portuguesa, e quem é vilão comanda o clube”, completou.

Apesar do momento político conturbado, a Portuguesa ainda sonha com a classificação à próxima fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Com duas vitórias nos últimos dois jogos, o time paulistano subiu para o quinto lugar, com 13 pontos, apenas um atrás do quarto colocado, o Juventude.
“Espero que a Lusa conseguia os acessos. Não acredito nas pessoas que estão lá na diretoria, mas acredito na camisa, no futebol”, encerrou o polêmico dirigente.





































































































































