Série C: Campeão mundial dá conselhos ao elenco do Gama
Brasília, DF, 11 (AFI) – O campeão mundial de 1958 pela seleção brasileira, Mazzola, esteve presente no Centro de Treinamento Ninho do Periquito, nesta quarta-feira à tarde, quando foi recebido pelo presidente do Gama, Paulo Goyaz. O ex-jogador visitou a sala de troféus do alviverde candango e concedeu entrevista coletiva para a imprensa esportiva local, acompanhado do secretário de Cultura Silvestre Gorgulho. O ídolo ganhou das mãos do dirigente gamense uma camisa oficial do alviverde candango e, sempre simpático, agradeceu. “Já estou gamado”, brincou.
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Mazzola atualmente é comentarista esportivo do Campeonato Italiano no canal Sky Sports. No alto de sua experiência, aconselhou os jogadores do time. “É preciso agir, por exemplo, da mesma forma de jogadores como o Kaká. Mas infelizmente tem gente que gosta de se comportar de uma forma que acaba se prejudicando e também o time. Existem vários jogadores brasileiros na Europa que não são conhecidos como o Kaká e estão se dando bem. Por isso, eles também tem essa condição de jogar em qualquer equipe”, aconselhou.
O ex-jogador destacou a força do Gama como celeiro de atletas no Distrito Federal e no Brasil. “Já está provado que daqui saem grandes jogadores. O Kaká é um exemplo, pois inclusive nasceu aqui no Gama”, observou.
E para a equipe subir para a Segunda Divisão, a fórmula de Mazzola é simples. “Fazendo um paralelo na nossa vida, quando estamos passando por um ano difícil, as pessoas se unem. A melhor coisa para um time de futebol evoluir é a união entre os jogadores. Sem isso, é quase impossível subir”.
Melhor do mundo
O comentarista acredita que o maior objetivo de um jogador é ser o melhor do mundo, por isso Kaká se transferiu para o Real Madrid. “Com a vitória do Cristiano Ronaldo no ano passado, o Kaká ficou muito triste devido ao desempenho ruim do Milan. Hoje o melhor do mundo será o Messi, amanhã o Kaká, mas acho que no futuro mesmo será o Alexandre Pato”.
Brasil x Itália
Mazzola conta que na época em que atuou pelas seleções brasileira (1958) e italiana (1962), os atletas eram taxados de traidores, mas atualmente isso não acontece. “Hoje você pode ver o Sena, que joga na Espanha. O Amaury tem passaporte italiano e ainda vai decidir onde jogar, são vários exemplos”.
Currículo
José João Altafini, o Mazzola, vive atualmente na Itália, onde é um prestigiado comentarista esportivo. Como jogador, chegou a disputar duas copas por duas seleções diferentes, o que era permitido na época pela FIFA. Em 1958, fez parte da seleção brasileira que conquistou o título na Copa da Suécia. Quatro anos depois, integrou a seleção italiana que disputou a Copa do Chile.
Nascido no dia 24 de julho de 1938, em Piracicaba (SP), Mazzola começou a carreira no Clube Atlético Piracicabano. O apelido Mazzola se deve ao fato de ser parecido com o craque italiano Valentino Mazzola. No Brasil jogou também no Palmeiras, antes de se transferir para o futebol italiano, onde vestiu as camisas de Milan, Napoli e Juventus.





































































































































