SÉRIE B tem Seleção Futebol Interior com craques do acesso e uma menção honrosa para torcida mais velha do Brasil
A rodada foi mesmo dos goleiros, que tiveram grandes atuações. Mas a Seleção FI foi armada no esquema 4-4-2, com um volante e três meias, com Nedo Xavier no comando
Duas torcidas já soltaram o grito de “voltamos” para a elite nacional nesta 34.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Da líder Ponte Preta e do vice-líder Joinville.
Campinas, SP, 9 (AFI) – Duas torcidas já soltaram o grito de “voltamos” para a elite nacional nesta 34.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Da líder Ponte Preta e do vice-líder Joinville. O sucesso do time foi acompanhado pelo apoio das torcidas. A do Joinville só festejou a volta da delegação de São Luis, mas cinco mil torcedores pontepretanos invadiram a cidade de Bragança Paulista para empurrar o time para cima do Bragantino e garantir o acesso.
Um prêmio especial para a torcida da Macaca, sofrida e que nunca viu seu time ser campeão em 114 anos de existência. Este feito parece mais próximo. A “macacada” já fez a festa em Bragança e promete ainda comemorar muito nas últimas quatro rodadas. O Vasco teve o apoio de quase 50 mil torcedores no Maracanã e, mesmo assim, ficou devendo futebol.
Na Seleção Futebol Interior da 34.ª rodada estão os melhores. E desta vez sobrou goleiro, mais de quatro ou cinco. Mas só um poderia ser escalado e a vaga ficou com o experiente Márcio. O time está armado no esquema tradicional 4-4-2, com um volante e três meias. No comando o humilde e bom técnico Nedo Xavier que teve a ousadia de colocar o Boa Esporte no G4. Será difícil mantê-lo neste bloco, mas já foi um ato de grandeza.
Confira a Seleção Futebol Interior da 34.ª rodada:
Márcio (Atlético-GO);
Edson Ratinho (Joinville), Halisson (Oeste), Pablo (Avaí) e Gilson (América-MG);
Fernando Bob (Ponte Preta), Tomas (Boa Esporte), Lucas (Icasa) e Douglas (Vasco da Gama),
Marinho (Náutico) e Roni (Ponte Preta).
Técnico: Nedo Xavier (Boa Esporte).
Goleiro: Márcio (Atlético-GO)
Definitivamente o Brasil não tem problemas com a falta de bons goleiros. Esta vez o escolhido foi Márcio, não apenas porque fez três importantes defesas que garantiu o empate sem gols com o Ceará, na Arena Castelão, como também porque seu time continua na briga pelo G4, aparecendo em quinto lugar. Mas João Carlos, do Boa Esporte foi bem, como também os dois goleiros do Clássico das Multidões, em Pernambuco, foram bem: Júlio César, do Náutico, e Tiago Cardoso, do Santa Cruz.
Lateral-direito: Edson Ratinho (Joinville)
Não se intimidou de estar jogando fora de casa e foi para cima de seus adversários com muita naturalidade. Pelo lado direito sempre buscou o ataque e a vitória sobre o Sampaio Corrêa, por 2 a 1, na ilha de São Luis, do Maranhão.
Zagueiro: Halisson (Oeste)
Na briga para evitar o descenso, o Oeste teve que se fechar em Florianópolis para evitar uma derrota diante do Avaí. Era o plano do técnico Roberto Cavalo e que funcionou porque a defesa esteve muito bem, não tendo vergonha de dar chutão

pra fora do estádio quando preciso. Halisson foi valente, não perdeu uma dividida e espantou os atacantes de perto da grande área.
Zagueiro: Pablo (Avaí)
Não foi a incompetência da diretoria avaiana em se organizar para buscar recursos ao time e, com certeza, o Avaí já teria garantido um lugar no G4 e estaria praticamente de volta ao brasileirão. Mas a falta de salários, aliados a outros problemas extra-campo prejudicaram o time, mas nem por isso roubaram dos jogadores a vontade de lutar por pontos. Raça não falta, como do zagueiro Pablo que apareceu bem quando o Oeste aplicou os contragolpes para tentar uma vitória longe de casa.
Lateral-esquerdo: Gilson (América-MG)
Diante do Icasa o América tinha a obrigação de vencer para seguir na luta pelo G4, mas não o fez. O time até saiu na frente com Gilson, destaque do Coelho na partida devido aos lances individuais criados pelo jogador, que se lançou bastante ao ataque. No setor defensivo, mostrou atenção e soube lhe dar com a pressão do Icasa no fim, apesar do gol de empate sofrido.
Volante: Fernando Bob (Ponte Preta)
No dia 7 de outubro de 2013, Fernando Bob entrou para a história da Ponte Preta ao marcar o gol segundo gol da vitória sobre o Vélez Sarsfield, por 2 a 0, em Buenos Aires. Resultado que levou a Macaca à semifinal da Sul-Americana. Aquele também foi o último gol na carreira do jogador. E neste sábado, 8 de novembro de 2014, ou seja, um ano depois, o jogador entrou em campo com a esperança de voltar a balançar as redes. Jogando mais solto do que costuma jogar, o volante foi à frente e tentou pelo menos três finalizações. Quando o goleiro não salvou, ele acabou mandando para fora. Apesar de passar em branco, ele foi a “locomotiva” no meio que fez a engrenagem andar. Ainda mais em uma tarde apática do camisa 10 Renato Cajá. Deu o passe para a jogada que resultou no gol de Roni.

Meia: Tomas (Boa Esporte)
Uma das grandes revelações deste Campeonato Brasileiro da Série B, Tomas mais uma vez foi decisivo para o time mineiro. Na partida contra o América-RN, marcou dois belos gols, na virada e placar por 3 a 1, em Natal (RN). O primeiro por cobertura ao perceber o goleiro adiantado e o segundo em uma bela cobrança de falta.
Meia: Lucas (Icasa)
O time cearense continua surpreendendo por sua disposição e por seus resultados positivos. Arrancar o empate contra o América Mineiro, dentro da Arena Independência, não é tarefa fácil. O time cearense saiu atrás, mas foi buscar o empate com Lucas, aos 37 minutos do segundo tempo. O meia foi o melhor do Icasa e acabou premiado com o gol de empate que o deixou como herói do time.

Meia: Douglas (Vasco da Gama)
É um jogador “extra classe” nesta Série B. E coube a ele marcar o gol da vitória sobre o ABC, por 1 a 0, no Maracanã, com 50 mil torcedores, mesmo cobrando pênalti. E ainda deu um susto na torcida, porque ao deslocar o goleiro Camilo ainda deu azar porque a bola tocou na trave antes de entrar. Mas ele é o maestro do Vasco, que vai mesmo ficar com a terceira vaga de acesso.
Atacante: Marinho (Náutico)
Logo nos primeiros minutos quase abriu o placar no clássico na Arena Pernambuco. E sempre tentou ir para cima dos adversários e foi, sem dúvida, o principal jogador no duelo que terminou empatado e sem gols graças as boas atuações dos dois goleiros, tanto do Timbu como do Tricolor.
Atacante: Roni (Ponte Preta)
Quando o meia entrou em campo na vaga do artilheiro Rafael Costa, boa parte dos cerca de 5 mil pontepretanos presentes no Nabizão torceu o nariz. A mudança do auxiliar Alexandre Faganello – substituiu o suspenso Guto Ferreira – foi pontuou. A entrada de um jogador que recompõe mais o meio e chega de trás ao ataque mudou o jogo. A Ponte, que até então era pressionada, voltou a ter a bola. Além de mudar o time, Roni foi decisivo. Ele simulou o pênalti – inexistente, vale ressaltar -, que resultou no gol de Alexandro. Depois, marcou o segundo em uma pintura de fora da área.
Técnico – Nedo Xavier (Boa Esporte)
“Este é o cara!”. Com humildade, sinceridade e muito trabalho ele é o principal responsável pelo sucesso do Boa Esporte nesta temporada. E pela primeira vez chegou ao G4, zona de acesso,
com 53 pontos, depois de virar em cima do América, na Arena das Dunas, em Natal (RN).
Mas a briga continua acirrada, porque outros dois times também têm os mesmos 53 pontos: o Atlético Goianiense, do técnico Wagner Lopes, e o Avaí, de Geninho, que interrompeu uma série de quatro derrotas com um empate com o Oeste.
A seguir aparecem o Santa Cruz, com 52 pontos, que vacilou ao empatar o clássico com o Náutico, no dia em que o técnico Oliveira Canindé completou 49 anos. Feliz pelo aniversário e triste pelo resultado que poderia colocar o Tricolor no G4. O desarticulado Ceará, com 51 pontos, em oitavo lugar, ainda tem chances porque acumulou muita gordura no primeiro turno.






































































































































