Série B: Nova diretoria do Mogi Mirim fica às escuras e gera revolta do torcedor
Ninguém sabe ao certo por quanto o clube foi comprado e qual o salário recebido por Rivaldo
Há mais de uma semana no cargo de presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique Oliveira ainda não se pronunciou como o novo mandatário do Sapão da Mogiana
Mogi Mirim, SP, 27(AFI) – Há mais de uma semana no cargo de presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique Oliveira ainda não se pronunciou como o novo mandatário do Sapão da Mogiana. O empresário, que representa um grupo luso-brasileiro BIG, sequer deu satisfação de como irá gerenciar o futebol do clube.
A posição do novo presidente do Sapo de esconder as atitudes que serão tomadas a partir de agora no clube mogimiriano gera especulações. Torcedores comentam que a atitude de Luiz Oliveira é influência de Rivaldo Ferreira, ex-presidente do Mogi, que nunca teve um bom relacionamento com os torcedores do clube.
Outra questão levantada pelos torcedores é em relação aos Centros de Treinamento de Mogi Guaçu e Limeira. Os dois patrimônios do clube foram transferidos para o nome de Rivaldo para quitar dívidas da entidade com o antigo presidente.
Os CT’s serão devolvidos ou o time não terá mais local para treinar após encerramento de contrato de Rivaldo como jogador do Mogi. Rivaldo tem vínculo com o Sapo até dezembro de 2015.
Outra questão levantada pelos torcedores é direcionada em relação ao contrato de Rivaldo como atleta do Sapão da Mogiana. Como presidente, Rivaldo mantinha uma retirada mínima, apenas para constar na contabilidade da entidade. Agora, como jogador e sem vínculo com a administração, como provavelmente deve ocorrer, ninguém sabe quanto será o salário do meia pentacampeão.
RIVALDO LUCRANDO ÀS CUSTAS DO CLUBE?
Os valores envolvidos na transferência da gestão de Rivaldo para Luiz Oliveira, também não foram divulgados. Mas o valor pode chegar próximo à quantia de R$ 15 milhões. Segundo algumas estimativas, a dívida do clube com o ex-presidente do Mogi chegava à casa dos R$ 13 milhões.

Em 2008, quando Rivaldo assumiu o clube mogimiriano, o valor quitado para a transferência da família Barros para Rivaldo chegou próximo dos R$ 2 milhões. Dívida que o clube acumulava com a Barros Auto Peças, patrocinadora máster do clube na época.
Tempos depois, Rivaldo se desfez de alguns apartamentos que o clube tinha como patrimônio e conseguiu recuperar o investimento aplicado no Mogi Mirim. A arrecadação com as vendas dos imóveis também chegou próximo dos R$ 2 milhões.
Uma campanha nas redes sociais pede a alteração do nome do estádio do Mogi Mirim com a chegada do novo mandatário, Luiz Oliveira. Se realmente quiser demonstrar simpatia e conseguir uma nova aproximação do torcedor, deverá tomar atitudes para atender a vontade dos mogimirianos.
Quando Rivaldo assumiu o clube, o nome era Estádio “Papa João Paulo II”. Por ser evangélico e a família Barros ter recusado de deixar retornar ao nome de Wilson Fernandes de Barros, o então presidente do Mogi, Rivaldo, resolveu homenagear seu pai: Romildo Vitor Gomes Ferreira.
A alteração da nomenclatura do estádio causou descontentamento de grande parte da cidade e torcedores. O pai de Rivaldo nunca pisou ou teve ligação com o clube mogimiriano. Todos pediam o retorno do nome de Vail Chaves, pessoa que teve influência direta na doação do terreno, onde hoje esta estabelecida a Arena do Sapo.
Mesmo assim Rivaldo manteve a decisão de atender sua vontade e manteve o nome do pai no estádio. Desde então, a relação de Rivaldo foi turbulenta com a cidade e torcedores. Em certos momentos, Rivaldo atacou até a imprensa mogimriana.
O pentacampeão sempre quis o reconhecimento pelo trabalho realizado à frente do Mogi Mirim, mas poucos da cidade elogiaram sua postura como administrador do clube.
ENFRENTAMENTOS COM A TORCIDA
Em algumas situações, tomou atitudes nunca antes vista em uma gestão de clube profissional: procurou parceiros através de rede social e e-mail. Repercutiu mal e recebeu várias críticas.
O último episódio de enfrentamento entre Rivaldo e torcedores foi na Série B do Brasileiro. Com campanha ruim e sem vitórias, o presidente foi cobrado por torcedores para que tomasse alguma atitude.
Como dirigente, ao invés de absorver as críticas, que são comuns neste meio, decidiu punir o torcedor com a elevação do ingresso para R$ 100 para os jogos no Romildão.
Além disso, com a desculpa de fechar um novo setor do estádio, colocou um portão de ferro que impede o acesso do torcedor às cadeiras descobertas, local onde fica a tribuna de Rivaldo.
Rivaldo e torcedor nunca deram liga. Não deu jogo. O pentacampeão nunca foi bem assessorado. Falou e fez muitas besteiras. Agora, Luiz Oliveira, novo presidente do Sapo, pode estar trilhando pelo mesmo caminho, enquanto o torcedor aguarda um pronunciamento.
JOGO CONTRA O BRAGANTINO
E Rivaldo pode estar em campo nesta terça-feira, às 19h30, quando Mogi Mirim recebe o Bragantino, no Romildão. Com dores no joelho, ele deve participar apenas das partidas do Sapão como mandante, mas o técnico Sérgio Guedes não confirma a sua presença.
O treinador, aliás, trouxe uma sobrevida ao Sapão na Série B. O aproveitamento dele é de time líder da competição, mas mesmo assim o clube está na zona de rebaixamento. Antes, Edinho e Aílton Silva já comandaram o Mogi Mirim.
Caso Rivaldo tenha condições de jogo, ele será a única novidade no onze inicial. A tendência, dai, é que Geovane fique como opção no banco de reservas.
O Mogi tem a escalação provável de Daniel; Edson Ratinho, Fábio Sanches, Paulão e Luan; Magal, Hygor, Memo e Serginho; Geovane (Rivaldo) e Rivaldo Junior.





































































































































