Série B: Nenê defende Zé Ricardo no Vasco: 'Não é só culpa dele'

"Em relação ao Zé, eu acho que tem muita responsabilidade do nosso grupo também. Temos que assumir esse papel"

Nenê, meia do Vasco
Nenê, meia do Vasco. (Foto: Daniel Ramalho/Vasco.com.br)

Rio de Janeiro, RJ, 05 (AFI) – O técnico Zé Ricardo, muito pressionado no Vasco da Gama, foi defendido pela referência do time: o meia Nenê. Para o camisa 10, é compreensível a reação da torcida, mas salientou que o grupo também tem culpa pelo mau desempenho no início do Campeonato Brasileiro Série B.

NÃO É CULPA SÓ DO ZÉ

“Entendo a torcida, a frustração de querer ganhar o jogos, de falar de um ou de outro, do treinador. Em relação ao Zé, eu acho que tem muita responsabilidade do nosso grupo também. No jogo contra o Tombense, como a torcida é muito apaixonada e está em todos os lugares, acabamos nos empolgando e desorganizando. Isso não é culpa do treinador. Ele fez uma estratégia, então a culpa é nossa. Também temos que assumir esse papel. Não é só culpa do Zé”, cravou.

Nenê precisou ser substituído no jogo com o Tombense, mas exames não apontaram lesão. Mas há preocupação por seu desgaste físico.

JOGOS EM CASA

Com sete pontos, o Vasco aparece em nono lugar e tem dois jogos em casa na tentativa de entrar no G-4. Encara CSA e depois Bahia, atual líder. Nenê lembrou que distância não é tão grande.

“Essa sequência é vital para nossa equipe. Queremos ganhar os dois jogos em casa para entrar no G4 o mais rápido possível. Por mais que a gente não esteja em nosso melhor momento, encerramos a rodada passada apenas um ponto do G4 e a três do líder”, analisou.

Nenê, meia do Vasco
Nenê, meia do Vasco. (Foto: Daniel Ramalho/Vasco.com.br)

ZÉ RICARDO PRESSIONADO

O presidente Jorge Salgado tem sido pressionado dentro e fora do clube para demitir Zé Ricardo. Apesar de defender o trabalho do treinador, uma outra explicação pode estar nos bastidores. Afinal, a 777 partners está avançando para confirmar a compra de 70% da SAF.

Assim, é esperado mudanças no futebol, inclusive no treinador, como aconteceu no Genoa, da Itália, e no Standard Liège, da Bélgica, outros times controlados pela empresa americana. Botafogo e Cruzeiro foram outros clubes que trocaram seu comando após venderem a SAF. 

Assim, se demitisse Zé Ricardo, seria pior caso a 777 Partners quisesse adotar a mesma postura de mudança logo no início.