Série B: Na súmula, árbitro relata injúria racial contra zagueiro do Macaé e caso pode parar na Justiça
Se punido, o Bragantino pode perder mandos de campos, pontos na competição e pagar multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil.
Se punido, o Bragantino pode perder mandos de campos, pontos na competição e pagar multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil.
Macaé, RJ, 16 (AFI) – O empate do Macaé com o Bragantino por 2 a 2 na noite da última terça-feira, no Nabi Abi Chedid ainda vai dar muito o que falar, mas pelo o que aconteceu dentro de campo, e sim por mais um caso de racismo envolvendo um jogador de futebol. O zagueiro Brinner, do Macaé, acusou torcedores do Braga de proferir ofensas racistas contra ele. Nenhum torcedor foi apreendido pela polícia no local, porém, o árbitro da partida não deixou barato e colocou na súmula o ocorrido.
Com o relato do árbitro Antônio Dib Moraes de Sousa na súmula, o caso pode parar na Justiça e o clube paulista pode ser punido. Após o jogo, o zagueiro se dirigiu à delegacia de Bragança Paulista para registrar um Boletim de Ocorrência.
Segundo o que consta no B.O, Fernando Santos, Henrique e Jones, companheiros de clube de Brinner, testemunharam o fato. O jogador destacou que um dos dos torcedores que o ofendeu estava sem camisa e segurava nas mãos uma camisa do Corinthians.
Para ser punido, o Bragantino tem que ser enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBDJ), por “práticas de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A pena prevê multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, além de perda de pontos, perda de mando de campo e até exclusão do clube envolvido.
Um fotógrafo que trabalhou na partida, flagrou dois torcedores fazendo gestos racistas na arquibancada com a lente de sua câmera. De acordo com Alves, os dois homens fizeram gestos direcionados a Brinner, mas não foram encontrados até o momento.

Confira, na íntegra, o relato na súmula:
“Aos 14 min. do 2° tempo, o jogador da equipe do Macaé número 14, o Sr. Brinner Henrique Santos Souza, que se encontrava fazendo aquecimento próximo à linha de fundo defendida por sua equipe, veio informar ao quarto árbitro, Sr. Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que um torcedor que estava na torcida do C.A. Bragantino, no portão de entrada e saída de ambulância, o havia chamado de “macaco”.
Neste instante, o quarto árbitro informou o responsável pela escolta da arbitragem, 2° sargento da PM, Jean, que, imediatamente, acionou o seu comandante, o 1° tenente Antônio, que foi até o local e não conseguiu localizar o suposto torcedor que proferiu as ofensas.”





































































































































