Série B: Jogadores do Bahia se recusam a dar entrevistas após derrota

A torcida vaiou os chamados "medalhões" durante todo o segundo tempo

A torcida vaiou os chamados "medalhões" durante todo o segundo tempo

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Salvador, BA, 05 (AFI) – O clima, que já não era dos melhores, ficou bastante pesado após mais uma derrota do Bahia no Campeonato Brasileiro da Série B. Vaiados pelos quase dez mil torcedores presentes na Arena Fonte Nova na noite desta terça-feira, os jogadores se recusaram a falar com a imprensa logo depois da derrota para o Vila Nova, por 1 a 0, na abertura da 15ª rodada.

A torcida começou a pegar no pé dos jogadores assim que Fabinho abriu o placar, logo aos dez minutos do segundo tempo. Os principais alvos foram justamente os chamados “medalhões”, como o meia Renato Cajá, e os atacantes Edigar Júnio e Thiago Ribeiro. Nem mesmo o artilheiro Hernane Brocador foi poupado e ouviu muitas vaias quando deixou o campo substituído por Luisinho. As críticas se refletiram dentro de campo e o Bahia não conseguia trocar mais de três passes.

Contratado com status de craque, Renato Cajá voltou a decepcionar e foi criticado pela torcida

Contratado com status de craque, Renato Cajá voltou a decepcionar e foi criticado pela torcida

Não é de hoje, porém, que a torcida tricolor vem criticando alguns jogadores. Na vitória sobre o Oeste, por 2 a 0, na Fonte Nova, o goleiro Marcelo Lomba foi vaiado durante todo o segundo tempo, tanto que, quando defendeu o pênalti de Ricardo Bueno, não comemorou. Dias depois, surgiram notícias de que o “paredão”, como foi apelidado pelos tricolores em sua primeira passagem – 2012 a 2015 -, teria pedido para deixar o Bahia, pensando em uma possível volta à Ponte Preta, onde se destacou na temporada passada.

O Bahia volta a campo apenas no próximo dia 15, quando enfrenta o Sampaio Corrêa, no Estádio Castelão, em São Luís, pela 16ª rodada da Série B. Para evitar uma pressão ainda maior dos torcedores, a diretoria vai mandar o elenco para realizar uma mini intertemporada em Porto Seguro nos próximos nove dias. A intenção, também, é fazer com que Guto Ferreira conheça melhor os jogadores, já que, devido a sequência de três jogos em oito dias, não teve tempo para treinar o time.

“Contra o Oeste, a equipe pelo menos teve uma entrega grande, soube aproveitar os espaços dados pelo adversário e vencer. Contra o Ceará, houve uma falha no início, nós buscamos e chegamos a marcar um gol, que foi anulado incorretamente. Hoje (terça-feira) a equipe não teve nada. Tivemos poucas situações e não é isso que a gente quer. Queremos uma equipe organizada, consistente e que tenha o controle da partida. A bola pegou no pé de muitos jogadores”, comentou Guto Ferreira.

Com seis derrotas nos últimos sete jogos, o Bahia estacionou nos 20 pontos e está na modesta nona colocação, mesmo tendo uma das melhores, se não a melhor, folha salarial da Série B.