Série B: Em crise, ABC contrata Hélio dos Anjos para conseguir milagre
Em crise administrativa, financeira e técnoica, time alvinegro luta para evitar a queda em pleno ano do centenário
ABC anunciou a chegada do experiente Hélio dos Anjos para a vaga de Toninho Cecílio, que pediu demissão sábado passado, para sequência da Série B do Brasileiro.
Natal, RN, 18 (AFI) – O ABC precisa de um milagre para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série B em pleno ano do centenário. E, para isso, o time alvinegro decidiu apostar em um treinador que tem anjos no nome. Na tarde desta terça-feira, a diretoria abecedista anunciou a chegada do experiente Hélio dos Anjos para a vaga de Toninho Cecílio, que pediu demissão sábado passado.
Hélio dos Anjos ficou pouco menos de dois meses desempregado. No final de junho, ele deixou o Goiás, após uma sequência de cinco jogos sem vitórias no Brasileirão. Ele chegou no início de abril para a vaga de Wagner Lopes e levou o Verdão ao título goiano.
No início do Brasileirão, o treinador fez um trabalho surpreendente, colocando o Goiás entre os primeiros colocados nas primeiras rodadas – chegou a ser vice-líder na terceira rodada. Com um elenco limitado e com teto salarial de apenas R$ 50 mil, a queda de rendimento era natural. Tanto que, até hoje, o time não conseguiu sair da zona de rebaixamento e venceu a primeira sob o comando de Julinho Camargo no último sábado, quando bateu no São Paulo, por 3 a 0.
Esta será a primeira vez que Hélio dos Anjos trabalha não só no ABC, como também no futebol potiguar. Ele chega com a experiência de três décadas como técnico. Após iniciar a carreira no Joinville, em 1985, passou por quase duas dezenas de clubes. Entre os principais, estão Vitória, Náutico, Atlético-PR, Goiás, Sport, Grêmio, Guarani, Vasco, Fortaleza e seleção da Arábia Saudita.
RABO DE FOGUETE
No ABC, Hélio dos Anjos terá de enfrentar uma série de problemas para tentar tirar o time da lama. O clube sofre com uma série de erros administrativos da atual diretoria e também com as limitações financeiras. Tanto que nomes como Silas Pereira, Claudinei Oliveira e Adilson Batista ficaram fora da realidade financeira do clube.
Por conta deste crise, o Mais Querido faz uma campanha pífia na Série B, mesmo tendo um elenco razoável para a divisão. O clube é o 18º colocado, com 17 pontos. E tem como principal ponto negativo o fato de ser o único que ainda não ganhou em casa na competição. São quatro empates e seis derrotas.
Além disso, o time potiguar é também quem mais trocou de treinador em todas as quatro divisões nacionais. Em apenas 19 rodadas, o clube chegou ao quarto técnico. Antes de Toninho Cecílio, dirigiram o clube Josué Teixeira e Gilmar Dal Pozzo.





































































































































