Série B: Edinho Torres diz que bastidores atrapalharam a campanha do Guarani

“É humanamente impossível administrar um grupo enorme de 45 jogadores quando existem dois grupos disputando a parceria do clube"

“É humanamente impossível administrar um grupo enorme de 45 jogadores quando existem dois grupos disputando a parceria do clube"

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Edinho Torres: disputa atrapalhou

Edinho Torres: disputa atrapalhou

Campinas, SP, 22 (AFI) – O presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Edison Torres, confirmou nesta segunda-feira o que muita gente já sabia e quase todos já desconfiavam: a queda brusca de produção do time no Campeonato Brasileiro da Série B tem relação com o fato da polêmica e arrastada discussão para confirmar o Grupo Magnum no comando do futebol do clube a partir de janeiro de 2019.

A Magnum tenta ocupar a vaga da atual parceira formada pelas empresas Elenko Sports, Traffic e liderada por Nenê Zini. Em entrevista, nesta tarde, ao microfone da Rádio Bandeirantes de Campinas, a interferência foi confirmada por Torres:

“É humanamente impossível administrar um grupo enorme de 45 jogadores quando existem dois grupos disputando a parceria do clube. O momento de discussão foi, com certeza, inoportuno” – confirmou Torres. Ele disse também que acha nítido que o time sofreu ‘problemas dentro dos vestiários’.

META CUMPRIDA

De qualquer forma, Torres lembrou que o planejamento, do atual grupo parceiro, para a temporada foi cumprido, com o clube conquistando o acesso na Série A2 e se mantendo, com relativa folga, na Série B do Brasileiro.

Agora ele espera a manifestação oficial do Conselho de Administração – CA – para que estes assuntos internos sejam conhecidos e debatidos pelos conselheiros.

O presidente do CA, Palmeron Mendes Filho, já anunciou que no fim do mês serão conhecidas as duas propostas para a parceria do futebol. NO dia 30 do Grupo Magnum e no dia 31 da atual gestora.

PRESIDENTE COMPROMETIDO
COM A MAGNUM

O que vem causando revolta e desconforto entre os associados, conselheiros e torcedores é o estranho comportamento do presidente, Palmeron Mendes Filho, que vem defendendo, segundo muitos, exclusivamente, os interesses da empresa Magnum.

Palmeron é acusado por conselheiros de defender interesses da Magnum

Palmeron é acusado por conselheiros de defender interesses da Magnum

“O Palmeron já assumiu seu desejo de entregar todo o clube para a Magnum e nunca cobrou dessa empresa o cumprimento do acordo judicial realizado há quatro anos” – disse um conselheiro, sem querer ter seu nome divulgado.

ACORDO JUDICIAL

Pelo acordo judicial, a Magnum terá que construir um novo estádio, um clube social e um centro de treinamentos antes de tomar posse do terreno do Brinco de Ouro.

A Magnum sequer iniciou a prospecção para fazer essas obras sendo que Palmeron Mendes Filho nunca fez a cobrança para isso acontecer.

FRAUDE VIRA B.O.
O comprometimento de Palmeron Mendes com a Magnum é tão grande, segundo alguns conselheiros, que citam até um caso grave. Na última reunião do Conselho Deliberativo, realizada em 26 de setembro, houve uma fraude na convocação da reunião para que Palmeron pudesse falar em novo da própria Magnum.

A fraude foi descoberta e um Inquérito Policial está em andamento no 10.º Distrito Policial de Campinas para apurar esse crime.

Jogadores ouviram as cobranças dos torcedores na porta dos vestiários do Brinco de Ouro

Jogadores ouviram as cobranças dos torcedores na porta dos vestiários do Brinco de Ouro

NÃO QUERIA O ACESSO
Nos corredores do estádio Brinco de Ouro é voz corrente que o presidente Palmeron Mendes Filho não queria o acesso do Guarani para a Série A do Campeonato Brasileiro. Com o acesso, o clube teria autonomia financeira e não iria mais depender da Magnum.

Só de direitos de televisão e patrocinadores, havia a perspectiva de uma receita em torno de R$ 40 milhões na temporada, fora mais cerca de R$ 10 milhões já garantidos pela presença do time no Paulistão.

No final, a bomba e a pressão sobrou pra os jogadores. No final do treino desta tarde eles foram surpreendidos por um grande número de torcedores na porta dos vestiários. A torcida cobra uma postura mais efetiva do time dentro de campo. Com 45 pontos, em oitavo, lugar, o Bugre tem poucas chances de buscar o acesso.