Série B: Coronel isenta culpa da PM em superlotação do Frasqueirão

O ABC pode ser punido com a perda de seis meses de mando de campo

O árbitro da partida entre ABC e Palmeiras, Marcos Andre Gomes da Penha, relatou na súmula o atraso de 34 minutos para o início da partida, além dos acontecimentos, que mais uma vez, chocaram os telespectadores

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Natal, RN, 07 (AFI) – O árbitro da partida entre ABC e Palmeiras, Marcos Andre Gomes da Penha, relatou na súmula o atraso de 34 minutos para o início da partida, além dos acontecimentos, que mais uma vez, chocaram os telespectadores. Devido a superlotação no Estádio do Frasqueirão, homens, mulheres e crianças tiveram que pular o alambrado, que separava a arquibancada do gramado, para escapar do aglomeramento.

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“Houve atraso de 34 (Trinta e quatro) minutos no início da partida, tendo em vista que, pouco antes do horário previsto para o início do jogo, várias pessoas do público, incluindo crianças, começaram a pular o alambrado e, consequentemente, adentrar no campo de jogo, alegando que estavam sendo espremidas e correndo risco de morte, face a quantidade elevada de público presente, imediatamente, mantive contato com o comandante do policiamento, capitão PM Albuquerque, o qual, inicialmente, falou que precisava de mais tempo para tomar as medidas necessárias e garantir a segurança do evento. Decorrido o tempo supramencionado, e após acomodação das pessoas em local seguro, o capitão PM Albuquerque assegurou que a partida daquele instante poderia garantir a segurança de todos os presentes. Tendo em vista a garantia recebida, deu-se início à partida”, escreveu o árbitro na súmula.

Nesta segunda-feira, em entrevista à SporTV, o Coronel Alarico Azevedo isentou a PM de culpa pelo aglomeramento e afirmou que só os responsáveis por checar quantas pessoas passaram pela catraca, podem garantir se houve ou não uma superlotação no Estádio do Frasqueirão. Conforme a CBF, tendo em base os laudos, o estádio teria capacidade para 15.082 pessoas e compareceram ao jogo cerca de 15. 600.

“A Policia Militar não pode dizer se houve superlotamento, pois não fazemos as contagens na catraca. No jogo não teve nenhuma ocorrência. A responsabilidade não era nossa. O número de policiais era suficiente para aquela partida e trabalhamos para dar a maior segurança à todos os torcedores. Tanto é, que foi preciso de 34 minutos para acomodar à todos”, afirmou o coronel.

A superlotação pode render ao ABC uma punição com a perda de seis meses de mando de campo, conforme o Estatuto do torcedor. A denúncia será feita pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, que enquadrará o clube no Artigo 23.