Série B: Com orçamento menor que dos concorrentes, técnico da Chapecoense fixa no G4

A cota de transmissão foi de R$ 3 milhões, enquanto os paulistanos receberam quase R$ 80 milhões

O sonho do acesso para o Campeonato Brasileiro da Série A está cada vez mais próximo para o time da Chapecoense. Responsável direto pelo momento da equipe, o técnico Gilmar Dal Pozzo tem sua força no discurso da continuidade e do equilíbrio.

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Chapecó, SC, 07 (AFI) – O sonho do acesso para o Campeonato Brasileiro da Série A está cada vez mais próximo para o time da Chapecoense. Responsável direto pelo momento da equipe, o técnico Gilmar Dal Pozzo tem no discurso da continuidade e do equilíbrio a máxima para seus jogadores permanecerem focados há mais de um ano. Quando assumiu o comando do Verdão do Oeste, apelido dado pelos torcedores ao clube, o treinador de Quilombo/SC, mas criado em Veranópolis/RS, recebeu o grupo fora da zona de classificação da Série C.

Na estreia, dia 16 de setembro de 2012, goleada sobre o Caxias por 4 a 0 e a ascensão até a decisão de uma vaga na divisão acima. Diante da Luverdense, a vitória na Arena Condá garantiu boa vantagem para o jogo de volta, em Lucas do Rio Verde/MT. Era o primeiro passo. Nesta temporada, após um vice-campeonato no Estadual, com a melhor campanha disparada, a sequência de trabalho foi vista na Segundona. Para muitos, surpresa. Para o treinador, realidade.

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“Quem acompanha nosso dia a dia sabe que este grupo tem qualidade e eu tinha convicção de que faríamos uma bela campanha na Série B. Nossa base foi mantida de um ano para o outro, as peças que chegaram, agregaram qualidade e nossa família no vestiário é diferenciada. Estes atletas merecem chegar por todas as agruras que passam, desde a questão do treinamento, que cada dia precisa ser em local diferente do anterior. Temos um elenco competitivo que alia a técnica com a garra”, destaca Dal Pozzo.

Com orçamento 26 vezes menor que o do Palmeiras, líder da competição, a Chapecoense desde a primeira rodada não saiu uma vez sequer do G4, sendo a única agremiação a permanecer neste status. Em números, a cota de transmissão para os catarinenses foi de R$ 3 milhões, enquanto os paulistanos receberam quase R$ 80 milhões. Para ir além, a folha salarial, somados jogadores e comissão técnica, não chega aos R$ 550 mil contra R$ 7,5 milhões do primeiro colocado. Com estes dados, fosse a tabela de classificação valer-se somente dos números mencionados, os comandados de Gilmar Dal Pozzo figurariam na 13ª posição, atrás de todos os demais representantes de Santa Catarina, de Sport, Paraná, entre outros com mais tradição no futebol brasileiro.

Com uma defesa compacta, volantes de sustentação, armadores técnicos, laterais que apoiam em velocidade e um ataque que tem o artilheiro do Brasil, o conjunto é a arma. Quem está de fora torce pelo companheiro em campo. A disputa sadia por posição e a amizade dentro do vestiário entre os 31 jogadores demonstram a certeza de uma voz de comando consolidada.

Desta forma, o discurso de permanência na Série B era a realidade no princípio. Ao atingir a pontuação necessária, ainda no primeiro turno, para garantir esta situação, o passo seguinte foi acreditar que mantendo o ritmo, a Primeira Divisão seria alcançada. Com 52 pontos e 12 jogos por cumprir, Gilmar Dal Pozzo começa a escrever o seu nome entre as revelações nacionais em 2013. Dentro de casa, a impressionante marca de apenas uma derrota ao longo de dez meses é o fator que pode decidir a vaga na elite em ano de Copa do Mundo. Ainda faltam seis partidas em Chapecó. Com quatro vitórias, o sonho tornar-se-á real.