Série B: Chico Lins, do Avaí, minimiza atraso salarial e sugere noitadas do elenco
Nas últimas sete rodadas, foram seis derrotas e apenas uma vitória do Leão
A diretoria do Avaí ainda tenta encontrar explicações para a queda de rendimento na reta final do Campeonato Brasileiro da Série B.
Florianópolis, SC, 31 (AFI) – Salários atrasados? Noitadas? Elenco sem qualidade? Falta de comprometimento de alguns jogadores? A diretoria do Avaí ainda tenta encontrar explicações para a queda de rendimento na reta final do Campeonato Brasileiro da Série B. Após uma reunião de mais de uma hora entre jogadores, comissão técnica e diretoria, nesta quinta-feira, o diretor de futebol Chico Lins comentou a situação atual do Leão.
Dos últimos 30 pontos disputados, o time avaiano conquistou apenas oito. Nas últimas sete rodadas, foram seis derrotas e apenas uma vitória. Entre estes reveses estão confrontos diretos contra a Ponte Preta (3 x 1) e Joinville (3 x 0). Por isso, despencou da ponta para a quarta posição, com 52 pontos, e com grandes chances de deixar o G4 neste sábado.
“Nem tudo que sai nas redes sociais é verdade. Dinheiro não foi problema. Com dois meses atrasados, o time estava em uma sequência maravilhosa, não foi motivo. Hoje estamos 15 dias atrasados, comum no futebol, ainda que não seja legal”, afirmou Lins, sobre os comentários de que a queda coincide com os constantes atrasos salariais.
Embora tenha descartado a relação entre a má fase e os salários atrasados, Chico Lins não desmentiu outra especulação muito comum no clube. Ao comentar sobre as tentadoras noites de Florianópolis, o cartola deixou a entender que alguns jogadores caíram em tentação.
“Noite? Quando tinham os 12 jogos de invencibilidade, ninguém falava em noite. Que têm jogadores que não comprometidos com o Avaí têm, mas não é só aqui. E se o cara não está rendendo, a culpa é minha, eu não vou cometer injustiça. Mas que tem jogador de futebol que acha que é uma brincadeira, tem, e não é só aqui”, alertou.
Para o diretor, o elenco do Avaí também carece de algumas peças mais qualificadas. Estes reforços, contudo, tiveram de ser abortados por conta da falta de dinheiro. Caso contrário, poderia prejudicar ainda mais a folha salarial.
Para não “pipocar” nesta reta final da Série B, a diretoria avaiana espera união e comprometimento do grupo nas últimas cinco rodadas. A começar pelo próximo jogo do clube, que será contra o Oeste, na próxima terça-feira, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.
“Jogador não tem só direitos, tem deveres. Se vai sair do Avaí ou vai ficar, esquece, que ele jogue por si. Meu pai me cobra, sofre pelo Avaí. É o momento de abdicarmos de outras coisas, férias vão vir, balada, praia. Agora se não está comprometido, passa na minha sala e pede para ir embora. Eu espero que todos tenham o mesmo comprometimento”, finalizou.





































































































































