Série B: Bragantino usa dia da reapresentação para palestras sobre doping

O especialista Fernando Solera esteve presente ao CT nesta segunda-feira

Os jogadores do Bragantino tiveram uma tarde diferente nesta segunda-feira, dia de reapresentação após a primeira vitória no Brasileiro da Série B.

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Bragança Paulista, SP, 18 (AFI) – Os jogadores do Bragantino tiveram uma tarde diferente nesta segunda-feira, dia de reapresentação após a primeira vitória no Brasileiro da Série B. A pedido do gerente de futebol do clube, Júlio Rondinelli, foi marcada uma palestra para falar sobre controle de dopagem de atletas com o maior especialista da atualidade no Brasil, o Dr. Fernando Antônio Gaya Solera, que é DCO médico FIFA, presidente da Comissão de Controle de Doping da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Diretor Médico da Conmebol e Presidente da Comissão de Doping da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Esteve presente também participando da palestra o professor de Educação Física, Renato Helmut Deeke, que pariu para o campo a fisiologia e que está a 25 anos trabalhando na comissão do Dr. Solera.

Especialistas no controle de dopagem deram palestras no Bragantino

Especialistas no controle de dopagem deram palestras no Bragantino

Por cerca de uma hora, os atletas do Braga ouviram o Dr. Fernando Solera explicar os riscos de tomar uma medicação ou suplementação vitamínica errada. Também apontou vários casos que terminaram em doping, além de listar remédios que possuem substâncias proibidas pela Comissão de Dopagem Mundial. Além disso deu espaço para que os atletas dirimissem qualquer dúvida que por ventura tivessem na temática do assunto.

“Esta iniciativa do Bragantino é fundamental no esporte, já que protege o patrimônio do clube e conscientiza o atleta que ele tem informar o médico sobre ele toma. Isso vai de encontro ao que a Agência Mundial de Doping quer, inclusive com exames surpresas, se precisar, nas casas dos atletas”, explicou o presidente da Comissão de Dopagem de São Paulo.

Respondendo pela Comissão de Dopagem de São Paulo há 35 anos e outros 25 da CBF, Fernando Solera falou sobre os laboratórios brasileiros e do exterior.

“O laboratório do Brasil foi acreditado recentemente pela excelente qualidade e pela quantidade de exames de doping que fazemos, somos muito elogiados na FIFA quando das reuniões, mas ainda não podemos utilizá-los. Usamos um laboratório da Colômbia que é pequeno, mas de extrema qualidade. Usamos o de Los Angeles que é o olímpico e usamos o de Luasanne, na Suíça, que é o laboratório da FIFA. Dividimos os exames entre estes três laboratórios”, explicou o médico brasileiro.

Durante a palestra foram tocados assuntos referentes ao período que uma droga ou anabolizante fica no metabolismo do ser humano.

“Existe uma estimativa de prazo para estas situações. Uma cocaína pode ser pega com até 10 dias. Os esteroides anabolizantes podem ser pegos com oito meses. O metabolismo de cada um é diferente do outro e se você tomar um remédio a base de dipirona, substância proibida para as atletas, quanto tempo ela fica no corpo. Existe a diferença do tempo que ela age para o tempo que fica no corpo. Em 20 minutos a reação química resolve o problema e a dor de cabeça passa, mas ela permanece no metabolismo do atleta e pode ser pega em até uma semana. Dependendo da droga e da quantidade utilizada este tempo pode ir para 10 dias, enquanto que em relação ao anabolizante ele pode ser de até um ano”, explicou Solera.

Também foi falado sobre o novo código de dopagem elaborado pela Agência Mundial de Saúde onde o tempo aumentou consideravelmente com um atleta, dependendo da quantidade de inflação sofrer uma punição de até oito anos ou mais.

“A partir de 01 de janeiro o novo código de dopagem fiou mias severo. Um jogador pode sofrer uma punição de quatro anos por estar dopado, mas pode ter esta pena dobrada caso exista uma segunda infração. Um exemplo disso é o jogador ser se recusar a fazer o exame, o que já lhe dará quatro anos de punição. Mas se fizer depois e for pego dopado a pena aumenta para oito, pois ele teria dos quatro da recusa e mais quatro pelo doping”, finalizou Solera.