Série B: Após revés na justiça, zagueiro será obrigado a pagar R$ 277 mil ao Cruzeiro

Dedé não atua pelo Cruzeiro desde o fim de 2019. Ele passou por cirurgia no joelho e não jogou mais

Dedé não atua pelo Cruzeiro desde o fim de 2019. Ele passou por cirurgia no joelho e não jogou mais

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Belo Horizonte, MG, 29 (AFI) – O mandado de segurança feito pela defesa de Dedé, que pedia um acerto de mais de R$ 35 milhões por parte do Cruzeiro foi indeferido pela justiça na tarde desta quinta-feira, obrigando o zagueiro a pagar R$ 277.813,33 pelas custas processuais, valor calculado em cima dos R$13.890.666,70 atrasados na folha do Cruzeiro.

DECISÃO

O Desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires lamentou o pedido de Dedé, que dizia que o mesmo estava fazendo trabalho escravo e condenou a comparação.

Foto: Divulgação / Cruzeiro

Foto: Divulgação / Cruzeiro

“Lamenta-se a afirmação inicial de que o impetrante, cuja remuneração aduz corresponder a R$750.000,00 (…), esteja sendo submetido a permanecer como um ‘escravo’”. Lastimável comparação, notadamente em se considerando o crítico momento sócio-econômico por que passa a esmagadora maioria da população brasileira, em razão das consequências da pandemia (…) com muitos almejando meramente obter um emprego em que receba o salário mínimo, no ano corrente reajustado para o montante de R$1.100,00.”

ATRASOS

Segundo Dedé, desde 2019, o clube não o paga de forma contínua. Ainda na reclamação da defesa do jogador, desde setembro, o atleta não recebe salários.

“Período compreendido entre maio de 2019 a agosto de 2019, do período de setembro de 2019 e dezembro de 2019, NADA pagou ao Reclamante, sequer o 13º salário do ano de 2019 e, de janeiro a fevereiro de 2020, pagou valores parciais, de março à dezembro de 2020, efetivou apenas o pagamento de 3 (três) parcelas de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), sem especificar ao menos a que meses em aberto se referiam as citadas parcelas”.

ENTENDA O PEDIDO DE DEDÉ

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Dedé, em sua ação, alega estar com dez meses de salários atrasados que daria R$ 300 mil “referente ao fraudulento contrato de cessão e uso de imagem”.

Ele ainda cobra seis meses de salários fixos na carteira, cerca de R$ 450 mil mensais, e quatro meses sem FGTS. Há ainda cobrança de 13º atrasado (R$ 1,032 milhão) e férias (R$ 1.045.333,32).

Como se isso não bastasse, o xerifão também cobra do Cruzeiro R$ 10,5 milhões a título de cláusula compensatória. A defesa de Dedé também quer R$ 3,75 milhões por danos morais. No processo há inúmeras declarações de dirigentes.

“Ele ganhou mais de 50 milhões de reais sem jogar e se vender não vende, primeiro que ele é todo f… e não passa no exame médico”, esse de Wagner Pires de Sá, ex-presidente do Cruzeiro, é a que mais chama a atenção.

Dedé não atua pelo Cruzeiro desde o fim de 2019. Ele passou por cirurgia no joelho, tentou se recuperar de forma particular, mas não jogou mais. Agora, entre em rota de colisão com o clube e com a torcida.