Série A2: Jornalistas não depõem e TJD fica sem testemunhas

Campinas, SP, 15 (AFI) – Na manhã desta quinta-feira, na sede do Tribunal de Justiça Desportiva, da Federação Paulista de Futebol, as testemunhas convocadas da Band Sports não compareceram para depor sobre o caso do “jogo de compadres” do dia 3 de maio, pela Série A-2, entre Mogi Mirim e Oeste de Itápolis. Tinham sido convocados o narrador Silvio Luiz, o comentarista Ademar (ex-atacante do São Caetano) e os repórteres William Lopes e Marcelo Rozemberg, que trabalharam na transmissão ao vivo do jogo pelo canal a cabo Bandsports.

Em oficio enviado ao TJD, a emissora informou que os profissionais não poderiam comparecer, pois estariam trabalhando. Aliás, os profissionais não são obrigados a depor no caso.

No entanto, os representantes de Atletico Sorocaba, o procurador jurídico Pedro Fiorenzo, e do São Bento, o presidente e advogado, David Ferrari Júnior, alegam que o fato não interfere no processo. Embora os depoimentos pudessem reforçar a tese dos times de Sorocaba, que teria havido “jogo de compadres” após os 25 minutos do segundo tempo, depois que o Atlético marcou um gol contra o São Bento, resultado que subiria Mogi e Oeste, no jogo do dia 3 de maio, no Estádio João Paulo II.

Na manhã desta quinta, os auditores do TJD acompanharam novamente parte dos audios e imagens da partida, mas nada de decisão. Atlético e São Bento querem a aplicação do artigo 275 do CBDF – atitude antidesportiva que prejudique a qualidade do espetáculo-, e punição, com eliminação de Oeste e Mogi Mirim. Ainda nesta quinta, deve haver um novo debate entre os representantes das quatro equipes – além dos advogados de São Bento e Atlético, defendem o Mogi Mirim João Zanforlim e o Oeste, o dr. Marcelo Borges.

A tendência é que entre 3 a 7 auditores verifiquem o caso, que tem como relator Ronaldo Botelho. O TJD quer definir a questão o mais rapidamente possível e isso poderá ocorrer na segunda-feira, às 15 horas.

Só lembrando que nesta segunda-feira foram ouvidos o árbitro Guilherme Cereta e o quarto árbitro Jorge Torres. Ambos confirmaram que a partir dos 25 minutos da segunda etapa, o jogo caiu de ritmo e as duas equipes – Mogi e Oeste -, tocaram bola até o final do jogo. O argumento deles foi que Cereta marcou apenas uma falta nos últimos 20 minutos.

Por sinal, o imbróglio judicial fez com que a Federação Paulista suspendesse por tempo indeterminado a final da Série A2, entre Oeste e Santo André, que já estava previamente marcada para os dia 17 e 21 de maio.