Série A1: Sem revelações, Paulista quer novo goleiro
Jundiaí, SP, 06 (AFI) – O maior objetivo da diretoria do Paulista atualmente é contratar um goleiro. Após a negociação de Victor para o Grêmio, os dirigentes buscam incessantemente um outro camisa 1. E faz tempo que a diretoria não tem esse objetivo. Em 2000, o Galo jundiaiense se notabilizou em formar grandes goleiros, não necessitando recorrer a jogadores de fora para chegar e ser a solução dos problemas.
Tudo começou com Artur. Promessa nas categorias de base, ele foi lapidado pelos preparadores de goleiros Armando Bracali e Carlão até ganhar de vez a titularidade ocupada antes por César, que jogou em Jundiaí em 1995, depois foi para o Palmeiras e retornou em 1998.
Em 2002, o experiente Buzzetto foi contratado, mas quem seguia atuando, desde 2001, era o prata da casa Artur. Se destacando muito, o então titular foi negociado com o Cruzeiro, mas o Paulista não teve que buscar outro camisa 1. Surgia Rafael Bracalli, que mais tarde seria ídolo da torcida jundiaiense. Buzzetto chegou a atuar em algumas partidas, mas o filho de Armando Bracali rapidamente foi alçado a condição de titular.
Victor, atualmente no Grêmio, também ganhava destaque nas categorias de base, mas era considerado ainda inexperiente para ser o segundo goleiro. Por isso, em 2004, Márcio foi contratado junto ao São Paulo. Ainda em 2002, quando tinha 19 anos, Victor foi emprestado ao Ituano e participou do grupo campeão Paulista.
Na reta decisiva do campeonato estadual de 2004, Rafael se contundiu e foi a vez do ex-são-paulino aparecer e se destacar. Logo após o término da competição, Márcio se transferiu para o Grêmio e Rafael, recuperado de contusão, retomou a titularidade. Em 2005, na histórica conquista da Copa do Brasil, Rafael teve grande contribuição. No final do ano, ele foi emprestado ao Juventude, mas retornou em 2006 para a disputa da Taça Libertadores.
No meio do ano, porém, uma tentadora proposta do Nacional da Ilha da Madeira de Portugal tirou o goleiro de Jayme Cintra. Era a hora e a vez de Victor, considerado pronto pela comissão técnica para assumir a camisa 1 do Paulista. Ele atuou um ano e meio como titular, até chegar a proposta gremista que o levou no final do ano passado.
Para o preparador de goleiros do Paulista, Carlão, que está a dez anos no clube, as categorias de base não podem oferecer um substituto imediato para Victor em função das contusões dos goleiros Róbson e César além da pouco idade de Felipe, atual segundo goleiro.
“Em todo os anos 2000, havia um goleiro pronto como titular e um outro prata da casa aprendendo e adquirindo experiência, esperando a hora de atuar. Os sucessores do Victor agora seriam o Róbson e o César, mas ambos estão gravemente machucados, a ponto do Róbson já até pensar em abandonar a carreira. Temos o Felipe que eu considero tecnicamente um dos melhores goleiros dos últimos anos do Paulista, mas ele ainda é muito novo (tem 20 anos) e seria uma precipitação muito grande para ele e para o clube lança-lo agora”, explicou Carlão.
Já o gerente de futebol, Moisés Cândido, aponta a falta de investimento nas categorias de base do Paulista como a falta de um goleiro apto de assumir a camisa 1.
“Nos últimos dois anos, até pela falta de recursos não tínhamos como investir. Com isso, formou-se um hiato entre a safra de Victor e Rafael até os dias de hoje”, disse Moisés. “Mas agora estamos com um sub-15 e um sub-17 muito forte e até os próprios goleiros do time da Copa SP (Breno e Vagner, que veio do Atlético-PR) são muito bons”, completou.
Adinam e Felipe são os dois goleiros do time profissional até o momento e a diretoria pretende anunciar outro nome até o final da semana que vem. O preferido da diretoria era Vanderlei, do Coritiba, mas ele não conseguiu a liberação.
“Vamos aguardar. Não estamos tão desesperados para contratar outro goleiro”, finalizou o gerente.





































































































































