Série A-2: Organizadas do Burrão fazem novo protesto

Taubaté, SP, 11, (AFI) – As torcidas organizadas do Taubaté Dragões Alvi Azul e Burrão Chopp encabeçaram um protesto na tarde desta terça-feira, com a intenção de apressar o parecer da Justiça sobre o processo que a diretoria do clube está movendo contra a Meca Sports, empresa que terceiriza o departamento de futebol.

Os torcedores se encontraram por volta das 17h na Praça Dom Epaminondas, no centro de Taubaté, e seguiram caminhando em direção ao Fórum do município. Chegando lá, não foram recebidos por nenhuma autoridade, mas eles continuaram protestando nas ruas.

Torcida da Meca aparece

Porém, um fato chamou a atenção. Enquanto torcedores pediam o fim da terceirização do futebol taubateano, um outro grupo de torcedores apareceu no local para apoiar o trabalho que está sendo feito pela Meca, mesmo com a queda do time para a Série A-3 do Campeonato Paulista.

Em menor número, esses torcedores estenderam faixas com os seguintes dizeres “Eli ladrão” e “Fora com gestão”. A intenção era escrever “Fora co-gestão” em protesto ao acordo que foi feito entre empresários e político da cidade na tentativa de salvar o time.

“Cada um tem a sua opinião. Nós achamos que a Meca não tem culpa de nada. A diretoria do Taubaté, sim, tem responsabilidade”, disse um torcedor que se identificou como Juan Veloso, causando espanto na maioria dos torcedores que protestavam.

O presidente da Burrão Chopp, Paulo Mauricio “Muru” estranhou o fato de surgir um novo grupo de torcedores apoiando o trabalho que a Meca vem fazendo.

“Possivelmente essas pessoas que vieram defender a Meca receberam para isso. Alguns nem são da cidade. Não tem como alguém ser favorável à incompetência”, opinou Muru. “Fizemos uma protesto pacifico, pois não adianta fazer de outra maneira”, completou. As faixas que traziam severas criticas à gestão do futebol e pediam a saída da Meca.

Histórico

A diretoria do Esporte Clube Taubaté alega que a Meca não está cumprindo vários itens do contrato de terceirização e por isso tenta, através da Justiça, reassumir o comando do futebol. A juíza Maria Rezende da 5ª Vara Civil de Taubaté é quem está apreciando o processo.