Sérgio Carvalho: São Paulo vai mais longe na Libertadores
São Paulo, SP, 21 (AFI) – O São Paulo provou que está preparado para o que der o vier na tentativa de ganhar mais um título da Copa Libertadores da América, o mais importante torneio de futebol das Américas. No jogo de ida contra o Atlético Nacional, do Equador, o Tricolor, de Hernán Crespo, foi dominado e o resultado final da partida deveria ter sido favorável ao time da casa. Naquele jogo, o Atlético foi muito superior ao São Paulo, não resta dúvidas. Na partida de volta, no entanto, o Tricolor paulistano foi mais ousado, procurou se impor desde o início e teve a felicidade de fazer um gol aos dois minutos do primeiro tempo (André Silva). O Atlético, no entanto, não sentiu o gol e procurou, de todas as maneiras, chegar ao empate. Empate que só conseguiu aos 24 minutos do segundo tempo, através de Alfredo Morales. À partir daí, os dois times se fecharam e ficaram mais preocupados em não tomar gols do que em fazê-los. Por isso, o placar final da partida foi um empate de 1×1. Como consequência, a decisão foi para a cobrança de pênaltis, o que, para muitos, é uma verdadeira disputa lotérica. Foi quando o goleiro Rafael entrou em ação e logo de cara defendeu um pênalti cobrado pelo Atlético. Não muito depois, o meia Marco Antônio, do São Paulo, chutou uma bola na trave, e igualou tudo nesta disputa. Mas Rafael continuou incomodando os colombianos, que se inibiram diante do competente goleiro tricolor. Até que o lateral Cédric, foi para a cobrança e fez o gol que classificou seu time. O português, por sinal, cobrou o pênalti com muita competência e deu ao São Paulo a vaga nas quartas-de-final da Copa. O Atlético Nacional perdeu o jogo, mas caiu de pé, enquanto o time de Hernán Crespo confirmou sua fama de copeiro. Afinal, mesmo contra um adversário muito bem armado, o Tricolor paulistano superou a tudo e a todos atingiu seu grande objetivo: ser um dos oito clubes classificados para as quartas-de-final da Liberta.
No time do São Paulo, o maior destaque, sem dúvida, foi o goleiro Rafael. Ele não só pegou um pênalti como passou insegurança aos seus adversários. Foi o herói do jogo. Na linha defensiva Ferraresi e Alan Franco jogaram um futebol de altíssimo nível. Nas laterais, tanto Cédric como Enzo Dias, justificaram suas escalações (o lateral direito ainda teve o mérito de decidir o jogo à favor do São Paulo). No meio campo, Bobadilla e Marco Antônio fizeram bem seu trabalho. E na frente, Luciano não brilhou como de costume, mas ajudou seus companheiros por todos os lados do campo. Rodriguinho fez um bom primeiro tempo e foi substituído por Lucas Moura, que provou ainda estar fora de forma. André Silva valeu pelo gol e pela aplicação tática. Ferreirinha chegou a entrar, mas não brilhou como em outras partidas. Quanto ao time do Atlético, só elogios. É mesmo um time forte e eficiente que deu muito trabalho ao São Paulo. Se a vaga fosse dele, também seria justo. Agora o clube do Morumbi tem um mês para se preparar para as quartas-de-final. Seu adversário será o vencedor de LDU e Botafogo carioca. Qualquer deles será um adversário difícil, mas acho que para o São Paulo melhor seria encarar um adversário de fora. O Botafogo conhece muito bem as virtudes e falhas do São Paulo, e, por isso, me parece mais perigoso. Ainda assim, vou continuar apostado no clube que é o maior campeão brasileiro da Libertadores (tri). Essa tradição pesa muito.





































































































































