Sérgio Carvalho - CBF e Federação Paulista decidem: futebol não pára no Brasil
Mas, pelo que senti, a maioria dos brasileiros considerou correta a decisão daquelas entidades. Eu, particularmente, até aplaudi.
Mas, pelo que senti, a maioria dos brasileiros considerou correta a decisão daquelas entidades. Eu, particularmente, até aplaudi.
Havia muito diz que diz na imprensa e até na internet. Muitos já garantiam que o futebol brasileiro iria parar por algum tempo devido o coronavírus. Até o Ministério Público entrou nessa briga e chegou a pedir ao governador João Dória para proibir a disputa de jogos de futebol oficiais em nosso Estado.
A decisão, segundo diziam, seria nesta quarta- feira, dia 10 de março, até o final da tarde. Mas não foi preciso esperar todo esse tempo para saber qual seria a decisão das entidades que administram o futebol brasileiro.
Logo na manhã desta quarta, tanto CBF como Federação Paulista (FPF) se manifestaram oficialmente em comunicado público aos torcedores brasileiros e garantiram que não haveria paralisação. Que os campeonatos e torneios programados, tinham todos os seus jogos confirmados. Sem exceções.
DECISÃO CORRETA
Lógico que os defensores da suspensão ficaram irritados. Mas, pelo que senti, a maioria dos brasileiros considerou correta a decisão daquelas entidades. Eu, particularmente, até aplaudi. Achei que o Ministério Público exagerou e entrou numa área que nem era dele e errou na sua manifestação.
Tenho acompanhado inúmeros jogos disputados tanto em nosso Estado como em outras regiões do País, e não vi nada que pudesse provocar uma medida tão drástica quanto a que o MP paulista chegou a propor.
Lógico que o covid atacou alguns jogadores e técnicos, mas nada que não pudesse ser muito bem tratado pelos departamentos médicos dos clubes. O Palmeiras, por exemplo, chegou a ter 22 jogadores infectados. O Corinthians, recentemente, um pouco menos que isso. Mas todos que foram atingidos pelo maldito vírus já estão recuperados.
EXCELENTE PROTOCOLO
Além disso, quando falamos em futebol, falamos em esporte bem estruturado e preparado para dar conta de algum caso que envolva os jogadores. Isso sem nos esquecer que o jogador de futebol profissional é hoje um super atleta.
Ele dorme bem, come ainda melhor e pratica esporte diariamente. Tudo o que um cidadão comum não consegue fazer. Dessa forma fica evidente que o jogador tem uma imunidade acima do que qualquer cidadão comum, já que ele cuida e é obrigado a cuidar diariamente de seu físico, seu principal patrimônio.
Em razão disso, ele às vezes até é infectado, mas rapidamente consegue se recuperar e nem é hospitalizado. Não há motivo, portanto, para impedi-lo de exercer sua profissão e cumprir a cada semana suas obrigações dentro e fora de campo.
BASEADO EM FATOS
Foi baseado nisso e nos protocolos criados, que CBF e FPF peitaram o Ministério Público, conversaram com quem de direito e bancaram a realização dos torneios e campeonatos administrados por suas entidades.
Aliás, faço questão de elogiar Rogério Caboclo, presidente da CBF e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, que foram firmes em suas posições e não deixaram que o MP suspendesse os jogos de futebol em São Paulo e no resto do Brasil.

Também quero enaltecer meu companheiro e amigo Artur Eugenio, um dos diretores do Portal Futebol Interior, além de diretor da ACEISP e da ABRACE.
Ele fez um documento em nome da Associação dos Cronistas Esportivos do Interior e defendeu com vigor a tese de que o os torneios e campeonatos profissionais de futebol em nosso País, não deveriam parar.
E não pararam. Fico feliz por isso. Houve bom senso!





































































































































