Senhores atletas do Guarani FC

Nada é mais triste que a pecha da falta de coragem, da honra, da dignidade, da vergonha. Nada é mais desastroso que a falta de vontade para lutar. Nada é pior que o medo, a fraqueza, o desânimo. É assim que os vejo: incapazes, desarmados, assustados…

Se nada for feito, ao final do campeonato vocês voltarão para suas casas e terão que enfrentar os olhares dos vizinhos, dos amigos, dos familiares, da esposa e dos filhos, como “a volta dos fracassados”. Pior, vão ficar marcados na história para sempre como os atletas que derrubaram o Guarani F.C.

Suas carreiras, praticamente, chegarão ao fim. Poucos serão os clubes, e poucos serão os técnicos, que terão coragem de contratá-los. Vocês terão que deixar a profissão de lado e tentar arrumar novos empregos. Os que estudaram, terão ainda alguma oportunidade. Os que só viveram futebol terão muitas dificuldades na vida.

Agora, e ainda bem, nada está definitivamente perdido. Restam algumas partidas para o encerramento do campeonato e vocês – só vocês – podem reverter a triste situação. Melhor, podem ainda sair deste desastroso momento de terror e vivenciar dias, meses, anos, uma vida toda de glórias.

A diretoria do Guarani acreditou em vocês. Deu-lhes o melhor em alojamentos, em alimentação, em treinamentos, e sempre pagou os salários em dia. A torcida em momento algum deixou de apoiá-los. Sempre esteve presente aplaudindo e gritando o nome de todos os senhores.

Agora, antes de fechar o “caixão”, os senhores precisam dar as vitórias que tiram o time da situação vergonhosa em que se encontra. Esqueçam o ontem. Esqueçam quem foram os técnicos. Esqueçam os comentários de alguns elementos da imprensa e, principalmente, de técnicos que dizem que os senhores são fracos e sem condições de reação.

Chegou a hora, dos senhores atletas virarem os verdadeiros guerreiros aborigenes, ou se preferirem, os camicases verde e branco. Chegou a hora dos senhores mostrarem que ainda lhes restam vergonha, moral, decência e agradecimento ao que receberam do Guarani e da sua torcida.

Nesses jogos que restam, transformem-se em índios guerreiros. Esqueçam esquemas de jogos. Esqueçam os ensinamentos que receberam dos péssimos técnicos que por aqui passaram e que os dirigiram. Unam-se ao Cidinho, mais que técnico, um grande amigo e acima de tudo bugrino.

Procurem transformarem-se em jogadores de várzea. Joguem com o coração, com alma, com sangue como se estas fossem as últimas partidas de suas vidas. Deixem a técnica de lado. Corram, dêem pontapés, comam grama, mas, acima de tudo, ganhem os jogos que faltam.

O premio dos senhores, tenham certeza, será o aplauso da torcida, o reconhecimento público de que tiveram hombridade, que foram responsáveis e mais, todos os senhores serão cumprimentados pelos amigos, familiares e, o que é melhor, o principal, serão reconhecidos como HEROIS pelas esposas e filhos.

Para encerrar: não voltem para casa derrotados e de cabeça baixa. Voltem como soldados vencedores da batalha, de cabeça erguida. Voltem com o peito estufado e o orgulho do dever cumprido. É isso que todos nós esperamos dos senhores atletas do glorioso Guarani F.C.

O Nanau voltou
Reginaldo Pires do Prado, nosso amigo Nanau, depois de alguns anos abrindo sua fazenda e formando respeitável plantel de gado zebuíno, resolveu deixar tudo nas mãos das filhas, uma veterinária e a outra zootecnista, e voltar para Campinas, onde, com a “tesoura mágica”, reinicia suas atividades. O local e o telefone são os mesmos.

Você acredita?
Uma professora do CEES da Unicamp, sozinha, sem apoio de quem quer que seja, inclusive da própria instituição, desenvolveu um sistema para ensinar aos cegos o aprendizado da matemática. O aparelho foi elogiado e aprovado por respeitável Universidade do Cadaná.

Na Unicamp e no Governo do Estado de São Paulo só ouviu uma coisa: “Cuidado ! Procure patentear logo o seu invento porque alguém pode roubá-lo”. Foi tudo o que conseguiu. Resignada, guardou tudo numa caixa e praticamente abandonou a idéia de ensinar deficientes visuais.

Agora, pasmem, existe na Unicamp um concurso, com premio para o exterior, para quem fizer o melhor aviãozinho de papel. Aqueles que fazíamos quando crianças, lembra ? Eu vi a reportagem na SPTV e, juro, não acreditei. Brazil…zillllzillll…..

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