Sem revelar nenhum jogador, sub 23 traz prejuízo milionário à Ponte; veja balanço

Categoria foi criada pelo ex-presidente José Armando Abdalla Júnior em dezembro de 2018

Categoria foi criada pelo ex-presidente José Armando Abdalla Júnior em dezembro de 2018

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Campinas, SP, 04 (AFI) – O sub 23 foi um dos tópicos pendentes na aprovação – com ressalvas – do balanço financeiro da Ponte Preta de 2019.

A categoria, extinta no início de novembro do ano passado, concentrou investimentos de quase R$ 1,3 milhão, mas sem revelar nenhum atleta.

Disposta a aproveitar com maior eficiência as promessas das categorias de base, Macaca divulgou a criação da equipe de aspirantes em 11 de dezembro de 2018.

A ideia do então presidente José Armando Abdalla Júnior era lapidar melhor os jogadores antes de subir ao elenco principal.

HISTÓRIA

Inicialmente, o elenco foi comandado pelo técnico Ângelo Foroni, com experiência de trabalhar na base do Guarani – esteve à frente do rival na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2018. A primeira impressão foi positiva, mas a empolgação parou por aí.

Sub 23 traz prejuízo de R$ 1,3 milhão à Ponte Preta em 2019

Sub 23 traz prejuízo de R$ 1,3 milhão à Ponte Preta em 2019

Com menos de dois meses de fundação, logo na primeira quinzena de janeiro, o time campineiro fechou participação no primeiro torneio internacional com o segundo lugar, em disputa da ‘Belt and Road Hakka Cup International’, disputada na China.

Na campanha construída na cidade de Meizhou, cuja população é de 5,5 milhões, a Macaca venceu os dois primeiros jogos contra adversários chineses – 5 a 0 e 5 a 1. Na semifinal, ainda goleou o Delegation de Football du Tampon por 4 a 0.

Na decisão em solo asiático, o clube brasileiro foi derrotado pelo Southern Cone FC, da Argentina, pelo placar de 2 a 0, mas saiu com sensação de ‘dever cumprido’ no exterior. No retorno ao Brasil, contudo, só frustrações durante as competições nacionais.

EM CASA

Em torneios disputados no país, Ponte Preta esteve em ação no Campeonato Brasileiro de Aspirantes e na Copa Paulista até o fim de agosto.

A partir de setembro, sub 23 ficou inativo por falta de calendário e, em novembro, foi oficialmente extinto pelo presidente Sebastião Arcanjo.

O balanço, contabilizando torneios do país, foi negativo em campo nos 18 jogos oficiais: cinco vitórias, um empate, nove derrotas, 29,6% de aproveitamento, 14 gols marcados e 25 gols sofridos.

“Foi realizado um o investimento de quase R$ 1,3 milhão no sub-23, o que nos deixa absolutamente indignados. A categoria foi criada sem nenhum tipo de previsão estatutária”, criticou Nilton Levantesi, presidente do Conselho Fiscal, em entrevista ao site oficial do clube.

“A categoria teve um gasto enorme, não revelou nenhum jogador e nem trouxe nenhum retorno para a instituição. Surgiu do nada e foi para o lugar nenhum, causando um prejuízo absurdo”, finalizou o dirigente.