Sem provas, Juca Kfouri pode se complicar na Justiça. Veja!
São Paulo, SP, 20 (AFI) – Veteranos jornalistas da imprensa brasileira sabem muito bem como funciona o exercício ético da profissão. A lesgislação dos crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação) é branda e prevê punição para quem atinge os valores morais de terceiros.
Os jornalistas Milton Neves, Roberto Avallone, Juarez Soares e Paulo Roberto Martins (‘Morsa’) solicitaram à Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo para interpelar o sociólogo Juca Kfouri sobre as afirmações feitas em novembro de 2006 no programa Provocações, da TV Cultura de São Paulo.
No programa apresentado por Antônio Abujanra, Juca generalizou a ordem da profissão ao acusar a imprensa esportiva da ‘raia miúda’, expressão usada por ele, de receber dinheiro de clubes e federações de futebol, de que a imprensa esportiva se vende por ‘ticket-restaurante’ ou por passagens para ir à Copa do Mundo, além de qualificar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de ‘canalha’, corrompida e corruptora, e de que a imprensa esportiva compactua com esta classe.
Tantas imputações de fatos ofensivos à honra de terceiros só deixarão de ser julgadas em ações cíveis e criminais se o acusador comprovar o que imputou. A retratação da verdade, neste caso, é a única saída para Juca.
O Sindicato informou nesta quarta que o jornalista terá que provar tudo o que disse em novembro de 2006 para não ser comprovada conduta anti-ética e, consequentemente, para não ser processado por injúria e difamação. O grande problema do caso é que Juca generalizou em suas declarações, e acusou a imprensa de se vender a terceiros. O jornalista Milton Neves, da Rede Record, qualifica Juca Kfouri como o ‘Facínora das Palavras’ e, assim como toda a ordem dos jornalistas, quer as provas das acusações de Juca. O Sindicato termina a interpelação com a seguinte afirmação:
“Depois do acusador (Juca) exibir tais provas a esta Comissão de Ética, todos nós, que a integramos, poderemos assumir uma posição firme, definidora, inquestionável, pois não erra o Direito Penal ao assegurar que, ‘nas provas está toda a força do juízo’ ”.Portanto, Juca Kfouri terá que reunir todo tipo de prova, seja ela documental, testemunhal, ou qualquer outra, para se livrar de futuras punições.





































































































































