Sem previsão de receita, Guarani vai adiando definições para 2014
A expectativa é de que o novo coordenador seja anunciado até sexta-feira
A única confirmação dada diretoria do Guarani foi a saída do técnico Tarcísio Pugliese. Sem a definição de um plano orçamentário e as fontes de receita para 2014, o Bugre tem adiado a definição do novo treinador e do coordenador de futebol.
Campinas, SP, 22 (AFI) – Dez dias já se passaram desde a eliminação no Campeonato Brasileiro da Série C. E a única confirmação dada diretoria do Guarani foi a saída do técnico Tarcísio Pugliese. Sem a definição de um plano orçamentário e as fontes de receita para 2014, o Bugre tem adiado a definição do novo treinador, do coordenador de futebol e de quem será aproveitado no atual elenco.
Saída de Pugliese foi a única definição até agora“Nossa previsão é de gastar cerca de R$ 250 mil por mês e temos contatos de alguns patrocinadores, além de parceiros que terão participação nos atletas”, afirmou o presidente Álvaro Negrão, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.
Por enquanto, o Estádio Brinco de Ouro é um palco de muitas especulações, mas poucas informações concretas. A prioridade era o anúncio do nome do coordenador, nesta segunda-feira. Fato que não se confirmou. E que também não deve se concretizar, pelo menos, até a sexta.
Vários nomes já foram especulados para a função. O principal foi o do ex-atacante Evair, que chegou a receber uma proposta dos cartolas bugrinos. O ex-jogador, porém, prefere investir na carreira de treinador. O experiente Carlito Arini também chegou a ser comentado.
O cargo de treinador, no entanto, é o que vem recebendo o maior número de sondagens. Luciano Dias, Luiz Carlos Martins, Edison Só, Estevam Soares, Paulo Roberto e Edson Vieira foram alguns nomes ventilados.
Dias e Martins, porém, já estão fora dos planos, já que acertaram com Penapolense e Oeste, respectivamente. Edison Só também dificilmente aceitaria, já que também tem contrato para dirigir o XV de Piracicaba no Paulistão.
Crise financeira
Não bastasse a dificuldade em traçar o planejamento, os problemas financeiros de 2013 continuam atormentando o clube. Após assumir um Guarani com o caixa vazio e com os credores batendo à porta – até porque a dívida total já chega a R$ 200 milhões -, a atual diretoria tenta solucionar os problemas emergenciais da maneira que pode.
Venda do Brinco é a única luz no fim do túnelNo primeiro semestre, sem a cota do Paulistão – que foi adiantada em 2012 -, o presidente Álvaro Negrão foi obrigado fazer um empréstimo superior a R$ 2 milhões. No segundo semestre, o dirigente bancou do próprio bolso cerca de 50% da folha salarial.
Apesar de tudo isso, o Bugre ainda precisa resolver mais problemas de ordem financeira. Primeiro, os dois meses de salários atrasados dos funcionários e os vencimentos dos jogadores que ainda têm contrato. Outro é o leilão do Estádio Brinco de Ouro, agendado para o próximo dia 30 de outubro. O departamento jurídico ainda não conseguiu suspender o leilão.
Sem previsão de melhora para 2014 – já que disputará competições extremamente deficitárias, como a Série A2 e a Série C -, a luz no fim do túnel é a negociação do entorno do Brinco, para a contrução de um complexo comercial e de uma nova arena.





































































































































