Sem o apoio da prefeitura, Atibaia se conforma com perda de vaga na Série A2

Com a falta de estrutura do estádio municipal Salvador Russani, que tem capacidade para apenas 3 mil lugares, o time foi sacado do conselho técnico da Série A2

Um gol aos 47’ do segundo tempo, marcado pelo atacante André Tavares, definiu o quarto colocado e último clube a conquistar o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista de 2016

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Atibaia, SP, 02 (AFI) – Um gol aos 47’ do segundo tempo, marcado pelo atacante André Tavares, definiu o quarto colocado e último clube a conquistar o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista de 2016. Naquele dia, o Sport Club Atibaia venceu o Barretos por 1 a 0 e carimbou seu segundo acesso seguido em apenas seis meses. Saiu da quarta divisão em dezembro e chegou à segunda divisão estadual em maio do ano seguinte.

Festa na cidade? Nem tanto. Agora, com a falta de estrutura do estádio municipal Salvador Russani, que tem capacidade para apenas 3 mil lugares, o time foi sacado do conselho técnico da Série A2 e a carta foi enviada ao Barretos, como confirmou o diretor no site oficial do clube.

“É a sensação mais frustrante que o futebol pode proporcionar. Vencemos o Barretos em um jogo dramático, jogando sem estádio, em Indaituba, com gol aos 47 do segundo tempo. Agora, sabe quem foi chamado para o conselho técnico da A2? O time que perdeu naquele jogo”, falou Leonardo Silvério, que com apenas 29 anos comandou os dois acessos como vice-presidente do clube.

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“Pagamos os salários rigorosamente em dia, temos um CT completo com hotel para os jogadores, damos premiação extra. Trabalhamos com mentalidade de clube grande e assim conquistamos dois acessos em seis meses. Agora, pelo fato da cidade não ter a estrutura exigida pela Federação, não nos dão tempo para adaptação. Se não temos estádio, por que não fazer como o Red Bull, que treina em Jarinu e joga em Campinas?”, questiona.

O modelo de gestão do Sport Club Atibaia chamou a atenção do futebol paulista após conquista de dois acessos seguidos e um forte trabalho de marketing. O clube ainda aguarda uma reviravolta, pois acredita que o plano de modernização da FPF tenha como compromisso principal que as competições sejam decididas apenas pelo critério técnico.

“Nos sentimos penalizados por termos sido melhores e não posso acreditar que depois daquele jogo o time perdedor ficará com uma vaga que é nossa”, finaliza Silvério.

ENTENDA O QUE ACONTECEU
Em dezembro de 2014, o Atibaia disputou a final da quarta divisão contra o Nacional e ficou com o vice-campeonato. O acesso à Série A3 é inédito para a cidade, que nunca teve um time de futebol profissional na terceira divisão. Já em março de 2015, no meio da disputa da Série A3, onde brigava pelas primeiras colocações, uma norma faz com que o Atibaia perca o mando de seu estádio e passe a jogar em Bragança Paulista, Indaiatuba e Guarulhos.

No mês de maio deste anos, pela última rodada da segunda fase da Série A3, o Atibaia venceu o Barretos por 1 a 0 com gol aos 47’ do segundo tempo e fica com a quarta e última vaga para a Série A2 de 2016. Em junho, em reunião com Leonardo Silvério, o prefeito de Atibaia, Saulo Pedroso, promete que time jogará a Série A2 e que utilizará canais políticos para viabilizar as necessidades

Já em setembro, reunidos na Federação Paulista de Futebol, prefeito de Atibaia chora e implora que entidade autorize clube a jogar em Bragança Paulista. FPF bate o pé e não cede. Agora no último mês, Leonardo Silvério, vice-presidente do Atibaia, entrou com recurso para ficar com a vaga, mas a Federação convoca Conselho Técnico das competições e chama Barretos para a Série A2 e Atibaia para a Série A3.