Sem dinheiro, o jeito é o Guarani seguir com Evaristo; e que os mais experientes o ajudem

Fumagalli foi um dos piores em campo no empate com o Caxias e não sai do time. Como explicar? Futebol tem destas coisas.

Fumagalli foi um dos piores em campo no empate com o Caxias e não sai do time. Como explicar? Futebol tem destas coisas.

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Enquanto ficam batendo palmas por aí para o meia bugrino Fumagalli – jogador sem mobilidade e em final de carreira – o Caxias coloca no seu meio de campo um criativo boleiro procurado por muitos clubes da Série B do Campeonato Brasileiro, caso de Alisson. Ele desloca, conduz a bola e tem alto índice de acerto nos passes.

Num jogo de ritmo forte como o deste empate por 1 a 1 entre Guarani e Caxias, na noite desta segunda-feira em Campinas, está de brincadeira o treinador bugrino Evaristo Piza ao sacar o jogador mais lúcido do time, caso de Renan Motta, quando na prática deveria tirar o ineficiente Fumagalli quando optou pela entrada de Léo, que a bem da verdade não acrescentou absolutamente nada.

Thiago Santana empatou para o Caxias. Daí o Guarani se abateu e não reagiu mais no Brinco de Ouro - Foto: Ueber Fernandes

Thiago Santana empatou para o Caxias. Daí o Guarani se abateu e não reagiu mais no Brinco de Ouro

O empate ficou até melhor para o Guarani, pois as reais oportunidades para vencer a partida foram do Caxias no segundo tempo, uma delas em que o goleiro bugrino Wanderson praticou defesa difícil em finalização de Júlio Madureira. Na outra chance, o lateral-direito Bebeto recebeu passe dentro da área, livre de marcação, mas matou a bola de canela e desperdiçou o lance.

Uma coisa é certa: o Guarani é um time que corre demais, divide todas as bolas, e até abusa de jogadas violentas. Fosse um árbitro mais rigoroso que estivesse apitando, de certo o time não terminaria a partida com os onze jogadores. O paranaense Leandro Júnior Hermes foi complacente até demais.

BURACO NO MEIO

Um erro de conceituação tática do Guarani, no primeiro tempo, foi começar com dois meias sem características de marcação, e disso se aproveitou o Caxias que povoou o meio de campo e aí ganhou a maioria dos rebotes e teve espaço para trabalhar a bola.

O Caxias só foi pior de que o Guarani durante os primeiros onze minutos, quando ficou em seu campo defensivo sofrendo pressão.

Foi quando o time bugrino fez o gol em bela jogada pessoal de Renan Motta, que aplicou um drible de ‘quebrar a espinha’ do zagueiro Tiago. Depois disso o Bugre ainda teve chance para ampliar com Leleco.

Aí o Caxias teve que sair da toca, adiantou a marcação – por vezes no campo ofensivo – e o gol de empate foi amadurecendo até que Thiago Santana atingiu o objetivo.

No segundo tempo, o Guarani levou pra campo a proposta de pressionar o adversário usando bastante os lados do campo.

Guarani começou bem e fez seu gol, mas se abateu depois e não foi além do empate em casa - Foto: Ueber Fernandes

Guarani começou bem e fez seu gol, mas se abateu depois e não foi além do empate em casa

Claro que isso resultou em maior volume de jogo. Ele teve a posse de bola, mas bastava atingir a intermediária adversária para que se repetissem desnecessários cruzamentos no alto, com a bola devolvida na maioria das vezes pelos grandalhões zagueiros do Caxias.

Naquele período, apesar do abafa, o time bugrino não criou absolutamente nada. As substituições foram infrutíferas. Joaõzinho mostrou frieza que até irritou o torcedor do Guarani.

Por fim, a constatação de que a equipe gaúcha demonstrou maior desgaste físico a partir da metade do segundo tempo, e por isso procurou se precaver.

DÁ PRA CHEGAR ?

A indagação do torcedor bugrino é se ainda dá pra chegar, garantir classificação à segunda fase.

Tudo é possível. Apesar das limitações da equipe, está claro que estes mesmos jogadores do Guarani podem render mais.

Tivesse o clube recursos suficientes para investir num treinador mais experiente que Evaristo Piza, alguém talhado para uma competição nacional como esta Série C, a troca teria validade.

Pelas dificuldades sobejamente conhecidas para o Departamento de Futebol dar prosseguimento ao trabalho, o jeito é se virar com Evaristo, porém com um detalhe: no clube, deveria haver ingerência no trabalho dele através de pessoas mais ‘rodadas’ no futebol como compensação.