Sem acordo com Graziano, Renova Guarani desiste de disputar eleição no Guarani
As partes mantiveram as portas abertas para eventuais tratativas em hora mais apropriada
As partes mantiveram as portas abertas para eventuais tratativas em hora mais apropriada
Campinas, SP, 25 (AFI) – A situação financeira do Guarani é preocupante e não vem de hoje. O clube busca dar a volta por cima, enquanto paralelamente tenta mostrar um bom futebol dentro de campo, brigando pela parte de cima da tabela. A diretoria tentou uma parceria com Roberto Graziano.
Roberto recebeu os bugrinos e teve longa e proveitosa conversa. Ele pediu uns dias para estudar e analisar o projeto proposto de parceria. Por não haver tempo hábil por espera, até pelo prazo curto de registro de candidatura – pós Carnaval -, negócio acabou não evoluindo.
O investidor também entendeu por bem, no momento, não firmar compromisso. Outro motivo que pesou foi a instabilidade política que ainda rodeia o Guarani, além de circunstâncias pessoais e do próprio desconhecimento da precisa situação em que se encontra a entidade agora.
As Eleições para o Conselho de Administração, agendadas para o dia 15 de março, véspera do Dérbi 196, terão apenas duas chapas em disputa: situação (+ Futebol) e oposição (HSG). Renova Guarani, uma possível terceira alternativa aos sócios, não registrou sua candidatura.
Renova Guarani julgou que os membros não podem assumir, agora, a tarefa de ocupar o Conselho de Administração. Entendem que ‘seria irresponsável’, com eles e com a torcida, assumir incumbência tão importante sem poder doar o tempo que se requer.
No processo eleitoral, comenta-se que o Renova vai se manter neutro e se compromete a prestar auxílio a qualquer chapa que venha a vencer, seguindo seus princípios e buscando manter o Guarani vivo.
Renova julga ser necessário apoio e reestruturação adequada ao tamanho do Guarani e do mercado consumidor. As principais metas são: elevar receitas, reduzir substancialmente despesas, equacionar a dívida e, sobretudo, conter o sangramento. Esses são os pilares deste grupo.
“Temos um débito elevadíssimo, estimado em R$ 150 milhões e corresponde a quase uma década do faturamento atual do clube. No mais, apresentamos contas deficitárias ano a ano. A perspectiva para este ano é, mais uma vez, terminarmos com saldo negativo considerável. Nos últimos meses, Renova pensa em um projeto de retomada das ideias de reorganização e reestruturação do clube. De inserção do Guarani no novo futebol, em que os clubes precisam funcionar como empresas, remunerando profissionais, cobrando metas e cuidando das contas”, disse um dos ‘cabeças’ do Renova.





































































































































