Seleção Futebol Interior do PAULISTÃO é equilibrada e tem Rafael Longuine, o Craque Hat Trick FI

Seleção FI tem três atacantes e um meia que conseguiu marcar três gols num só jogo: Rafael Longuine, do Osasco Audax

Cada vez mais respeitada por sua qualidade, a Seleção Futebol Interior do Paulistão da oitava rodada reúne um grupo de jogadores de muita capacidade técnica.

0002050063702 img

Campinas, SP, 8 (AFI) – Cada vez mais respeitada por sua qualidade, a Seleção Futebol Interior do Paulistão da oitava rodada reúne um grupo de jogadores de muita capacidade técnica. Mescla bem representantes dos clubes grandes com os destaques dos times pequenos. E tem como grande destaque o Craque Hat Trick FI: Rafael Longuine, do Osasco Audax, que marcou três gols, e teve o direito (dado pelo Portal FI) de pedir a música. (Confira!)

O esquema também é ofensivo, com três atacantes. Mas com três jogadores no meio-campo, dois deles defensivos – volantes. E o comando foi entregue, com méritos, a Ivan Baitello, que viveu uma semana inesquecível no comando o Capivariano, o Leão da Sorocabana, um dos caçulas do Paulistão.

Confira a Seleção FUTEBOL INTERIOR da 8.ª rodada do PAULISTÃO:

Cássio (Corinthians);

Ednai (XV de Piracicaba),Léo (Ituano), Victor Ramos (Palmeiras) e Leonardo (Mogi Mirim);

Washington (Penapolense), Bruno Silva (Ponte Preta) e Rafael Longuine (Osasco Audax) ;

Ricardo Oliveira (Santos) e Thomas Anderson (Mogi) e Rafael Marques (Palmeiras).

Técnico: Ivan Baitello (Capivariano)

Cássio defendeu pênalti de Rogério Ceni com os pés e agradeceu estatísticos do Corinthians - Foto: Daniel Augusto Jr - AG Corinthians
Cássio defendeu pênalti de Rogério Ceni com os pés e agradeceu estatísticos do Corinthians

Goleiro: Cássio (Corinthians)
Não é a toa que o técnico Tite pediu a presença de seu camisa 12 na Seleção Brasileira. O goleiro foi o principal jogador do Timão no clássico contra o São Paulo no último domingo. Além de passar a segurança necessária para a defesa do Corinthians, Cássio decidiu o duelo com uma defesa importantíssima em finalização de Centurión no primeiro e na cobrança de pênalti de Rogério Ceni. No final da partida, ele ainda foi humilde e dividiu o mérito com o “pessoal da pesquisa” que ajudou o goleiro a estudar os adversários.

Lateral-direito: Ednei (XV de Piracicaba)
Em certos momentos, atuou mais como ala do que lateral no empate com o Marília, por 1 a 1, fora de casa. E por isso incomodou tanto os jogadores adversários. Além de dar conta lá atrás, apareceu bastante no ataque e chegou a levar perigo com duas finalizações.

Léo, zagueiro do ituano, marcou um gol de cabeça e saiu para o abraço.
Léo, zagueiro do ituano, marcou um gol de cabeça e saiu para o abraço.

Zagueiro: Léo (Ituano)
O seu forte tem sido a regularidade com que atua na defesa do Galo do Ituano. É o “homem de confiança” do técnico Tarcísio Pugliese, um técnico diferente, de origem “tecnocrata da bola”, formado na Unicamp e que abre um estilo diferente de comando.O zagueiro, também batizado de Leonardo Luiz, foi bem na marcação, deu pouco espaço aos atacantes adversários e ainda mostrou fôlego para marcar de cabeça o gol da vitória do time.

Zagueiro: Victor Ramos (Palmeiras)
Ao lado de Jackson fez sua estreia como titular no Verdão sob olhar de quase 30 mil palmeirense e não decepcionou. Preciso e tranquilo, o defensor levou a melhor em cima do ataque do Bragantino na maioria dos lances, tanto por cima quanto por baixo. Ainda teve personalidade para se aventurar no ataque, mas ao finalizar mostrou porque foi jogar na defesa no começo da carreira. Mesmo assim, ganhou a confiança de muito torcedor palmeirense que ainda torcia o nariz.

Lateral-esquerdo: Leonardo (Mogi Mirim)
Foi o salvador do Sapão no empate com a Ponte Preta no sábado. Durante todo o segundo tempo, o Mogi pressionou, mas esbarrou na forte marcação pontepretana e na grande noite do goleiro João Carlos, que fez sua estreia no Paulistão. Aos 40 minutos, ele acertou um lindo chute de direita – e olha que ele é canhoto – e mandou no ângulo direito, sem chances de defesa.

Volante: Bruno Silva (Ponte Preta)
Campeão de desarmes da Ponte Preta, Bruno Silva atuou em uma função um pouco diferente contra o Mogi. Com mais liberdade, tentou ajudar Roni na missão de suprir ausência de Renato Cajá. Sem a necessidade de ficar muito preso na marcação, apareceu constantemente no ataque e ajudou na armação. Ele ainda deixou sua marcar ao anotar o segundo gol alvinegro.

Volante: Washington (Penapolense)
A sua garra, disposição e sua eficiência mostram bem a nova cara do Penapolense, que cresceu de produção nas mãos do técnico PC Gusmão. Ele marcou bem e até foi ao ataque, tanto que sofreu um pênalti, cometido por Valdomiro e não assinalado pela arbitragem. No segundo tempo foi improvisado na lateral direita e manteve a mesma força e determinação.

0002050063709 img

Meia: Rafael Longuine (Osasco Audax)
Aos 25 anos, com passagens por clubes do Interior como Comercial e Rio Branco de Americana e uma breve ida ao futebol de segunda linha da Europa, o Rafinha reapareceu no Brasil como Rafael Longuine. Nesta Paulistão está “gastando a bola”. Já entrou em várias edições da Seleção do Futebol Interior, muito respeitada e com credibilidade, e desta vez foi além: foi o Craque Hat

Ricardo Oliveira: sabia que os gols iriam aparecer...

Ricardo Oliveira: sabia que os gols iriam aparecer…

Trick. Marcou três gols na goleada em cima do Red Bull Brasil, em Campinas. De quebra, assumiu a artilharia do Paulistão, com sete gols, superando Alexandro Pato, do São Paulo, com seis.

Atacante: Ricardo Oliveira (Santos)
Se atacante vive de gols era disso que ele vinha sendo cobrado há muito tempo. Mas sempre demonstrou tranqüilidade e dizia que continuava trabalhando cada vez mais. Sem Robinho, suspenso, o atacante foi o destaque do Peixe na vitória sobre o Botafogo, por 3 a 0, neste domingo, no Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Participou do primeiro gol, quando desviou de cabeça e depois marcou dois gols.

“Eu falo para meus companheiros: passe para mim. Quando a bola chega é a hora da gente resolver. E vinha trabalhando para isso e sabia que os gols sairiam naturalmente”, explicou. Agora ele tem três gols.

Rafael Marques: gol e solidariedade
Rafael Marques: gol e solidariedade

Atacante: Rafael Marques (Palmeiras)
É o “queridinho” do técnico Osvaldo de Oliveira e, talvez, por isso mesmo gere inveja de alguns, principalmente no meio da Imprensa. Mas, bem condicionado, tem dado o exemplo de um profissional de alto nível. Corrre muita, orienta os companheiros e faz o pivô com perfeição. Além disso, marca gols. O primeiro na competição saiu na vitória sobre o Bragantino, sábado, na Arena Palestra. E numa jogada de equipe, onde fez o que sabe: concluiu com frieza.

Atacante: Thomas Anderson (Mogi Mirim)
Depois do Sapão ir para os vestiários no intervalo com o placar desfavorável de 2 a 0 para a Ponte Preta, ele entrou no Sapão no segundo tempo e incendiou o jogo. Usando de sua velocidade e inteligência, ele marcou o primeiro gol. UM golaço e depois infernizou a defesa da Macaca.

Técnico: Ivan Baitello (Capivariano)
Desacreditado antes do início do Paulistão por te recebido da diretoria um elenco modesto e sem estrelas, aos poucos, ele vai mostrando toda sua competência, tirando ao máximo de cada

Ivan Baitello: bons resultados com elenco barato

Ivan Baitello: bons resultados com elenco barato

jogador. E viveu uma semana de ouro, porque no meio da semana enfiou 3 a 0 sobre o Caxias-RS na estreia inédita do Leão da Sorocabana dentro da Copa do Brasil. No sábado, venceu fora o Linense, por 2 a 1. Tarcísio Pugliese, do Ituano, também tem ido muito bem e somou três pontos importantes na vitória, por 2 a 1, sobre o Rio Claro, por 2 a 1.

Mas quem deveria estar mesmo como escolhido seria Fernando Diniz, um profissional competente, que trabalha muito bem no dia-a-dia, mas que, de outro lado, é com certeza o técnico mais desequilibrado do Brasil. Mas seu time, o Osasco Audax aplicou a maior goleada no Paulistão em cima do organizado Red Bull Brasil, em Campinas.

Seu time deu um chocolate no adversário. Mas quando vencia por 3 a 0, Diniz conseguiu reclamar da arbitragem, brigar com o técnico adversário e ser expulso. Desta forma, nunca vai dirigir um grande clube. Afinal de contas, competência não é tudo. É preciso ter equilíbrio. Ou alguém quer tem um “louco desequilibrado” dentro de casa?