Seleção Futebol Interior do PAULISTÃO com "vovôs" dos Grandes e artilheiros do Interior

Rogério Ceni, do São Paulo, com 42 anos, e Zé Roberto, do Palmeiras, com 40 anos. Magrão e Diego Maurício marcaram dois gols por Mogi Mirim e Bragantino, respectivamente.

Os Grandes Clubes continuam bem, mas alguns clubes do Interior mostram força como Mogi Mirim e Red Bull. As decepções ficam para XV de Piracicaba e Marília, com quatro derrotas

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Campinas, SP, 12 (AFI) – Sem o Corinthians, que pegaria a Portuguesa e foi até a Colômbia pegar o Once Caldas, pela Pré-Libertadores, foi muito movimentada a quarta rodada do Campeonato Paulista de 2015. E a Seleção FUTEBOL INTERIOR teve uma mescla de jogadores experientes, como Rogério Ceni, com 42 anos, goleiraço do São Paulo, e Zé Roberto, interminável lateral do Palmeiras, com 40 anos, e alguns jovens goleadores que começam a se destacar pelo Interior, como Magrão, do Mogi Mirim, e Diego Maurício, do Bragantino.

Os Grandes Clubes continuam bem, mas alguns times do Interior mostram força como Mogi Mirim e Red Bull. As decepções ficam para XV de Piracicaba e Marília, com quatro derrotas consecutivas e vendo de perto a ameaça do rebaixamento.

O quarentão Zé Roberto é o novo “animal” do Palmeiras

Confira a Seleção FUTEBOL INTERIOR da 4.ª rodada:

Rogério Ceni (SÃO PAULO);

O quarentão Zé Roberto é o novo

O quarentão Zé Roberto é o novo “animal” do Palmeiras

Marquinho (OSASCO AUDAX), Fernando Lombardi (CAPIVARIANO), Willian Magrão (RED BULL) e Zé Roberto (PALMEIRAS);

Éder (SÃO BENTO), Renato Cajá (PONTE PRETA), Claudinho (XV de Piracicaba) e Alan Patrick (PALMEIRAS) ;

Diego Maurício (BRAGANTINO) e Magrão (MOGI MIRIM).

Técnico – Oswaldo de Oliveira (PALMEIRAS)

Rogério Ceni operou milagres no empate sem gols no clássico com o Santos na Vila Belmiro
Rogério Ceni operou milagres no empate sem gols no clássico com o Santos na Vila Belmiro

Goleiro: Rogério Ceni (São Paulo)
Aos 42 anos, ele teve uma atuação épica no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, quarta-feira à noite. E agora, bem maduro, evitou os elogios, sempre procurando desculpas para suas grandes defesas como “tive sorte” ou “me posicionei certo” ou “não vi nem quem bateu”. Mas o goleiro recordista com 124 gols é mesmo um fenômeno e mereceu abrir a Seleção FI.

Lateral-direito: Marquinho (Osasco Audax)
Meia de formação, Marquinho atuou como um verdadeiro lateral-direito no esquema tático do Osasco Audax nesta quarta-feira. Foi muito bem no apoio, criando a jogada que resultou no gol de seu time contra o Linense. Ainda mostrou ter pulmão para correr atrás dos jogadores adversários.

Zagueiro: Fernando Lombardi (Capivariano)
Experiente, Lombardi chegou ao Capivariano neste ano para ser um dos líderes do elenco do leão durante a disputa do Paulistão. Mais do que isso, ele se tornou uma opção também ofensiva, indo ao ataque nos escanteios para marcar gols, como fez nesta terça-feira, no empate por 2 a 2 com o Mogi Mirim.

Willian Magrão marcou um dos gols do Red Bull na vitória sobre o Bragantino, por 3 a 2
Willian Magrão marcou um dos gols do Red Bull na vitória sobre o Bragantino, por 3 a 2

Zagueiro: William Magrão (Red Bull)
Dentro do esquema de rodízio armado pelo técnico Maurício Barbieri, ele teve sua chance e soube aproveitar muito bem. Na marcação esteve perfeito, mesmo porque além de ser bom no alto tem uma ótima saída de bola. E apareceu bem na frente, tendo inclusive marcado um dos gols com muita categoria, tocando por baixo de Lauro, o experiente goleiro do Bragantino.

Lateral-esquerdo: Zé Roberto (Palmeiras)
O experiente jogador do Verdão teve mais uma apresentação digna de aplausos. Autor de um dos gols sobre o Rio Claro, viu o torcedor gritar o seu nome e mais uma vez demonstrou toda a sua liderança dentro de campo. Marcou com eficiência e apoiou como ninguém. Tudo isso próximo dos seus 40 anos. E como havia pedido nos vestiários na estreia positiva em cima do Marília, por 3 a 0, ouviu da torcida o grito usado para Edmundo nos anos 90. “Au, au, au…Zé Roberto é animal”.

Volante: Éder (São Bento)
Experiência em ação, o volante do São Bento atua um pouco mais solto, podendo ir a frente e apoiar ao ataque. Desta forma, se tornou um articulador no meio-campo, iniciando as jogadas de ataque. Com Paulo Roberto Santos como treinador, o futebol de Éder subiu muito e vem sendo mostrado desde a Série A2 do ano passado.

Renato Cajá: gol 1000 da Macaca no Majestoso (Foto: RODRIGO VILLALBA)

Renato Cajá: gol 1000 da Macaca no Majestoso (Foto: RODRIGO VILLALBA)

Meia: Renato Cajá (Ponte Preta)
Coube ao ‘camisa 10’ Renato Cajá abrir o placar na vitória da Ponte Preta sobre o Marília. Gol histórico, o de número 1000 da Macaca em 674 partidas no Estádio Moisés Lucarelli. O meia foi bem durante os 90 minutos e ajudou na construção do bom resultado em Campinas. Até que, enfim, uma boa atuação. Pelo que ganha, está devendo futebol.

Meia: Claudinho (Ituano)
Quando foi chamado pelo técnico Tarcísio Pugliese ele respirou fundo e entrou em campo para botar fogo no jogo no Barão de Serra Negra. Infernizou os marcadores e no minuto final, quando o empate parecia ser o resultado final, marcou um golaço. Deu um chapéu num marcador, ajeitou a bola no peito e na caída chutou com força e no alto. Gol de craque. Gol da vitória do Ituano sobre o XV, que virou quinzinho nas mãos de Roque Júnior.

Diego Maurício marcou dois gols pelo Bragantino na derrota para o Red Bull
Diego Maurício marcou dois gols pelo Bragantino na derrota para o Red Bull

Meia: Alan Patrick (Palmeiras)
O meia dominou as ações na Arena e deu assistências para os dois primeiros gols do Verdão, de Cristaldo e Zé Roberto. Ainda jovem, ajudou o Palmeiras a conquistar a primeira vitória como mandante. Mais tarde foi substituído por João Paulo e saiu de campo aplaudido.

Atacante: Diego Maurício (Bragantino)
Conhecido como “Drogbinha” pela semelhança com o atacante da Costa do Marfim, Diego Maurício vai reencontrando o seu melhor futebol no Bragantino. Deixou a sua marca duas vezes nesta quarta-feira, contra o Red Bull. Se o Massa Bruta não consegue os resultados, o camisa 9 não tem nada a ver com isso.

Atacante: Magrão (Mogi Mirim)
ídolo do torcedor do Mogi Mirim pela sua presença de área, Magrão é um típico centroavante que pouco sai da área, mas marca muitos gols. Foram dele os dois do Sapão no empate com o Capivariano por 2 a 2 na terça-feira.

Oswaldo de Oliveira: Jogador não é Máquina. Ele precisa se adaptar, controlar emoções e se aprimorar física, tática e tecnicamente
Oswaldo de Oliveira: Jogador não é Máquina. Ele precisa se adaptar, controlar emoções e se aprimorar física, tática e tecnicamente

Técnico: Oswaldo de Oliveira (Palmeiras)
Sem mostrar teimosia, o treinador resolveu ouvir a torcida e finalmente colocou as principais contratações do Palmeiras como titulares. O resultado não poderia ser outro, senão uma importante goleada por 3 a 0 sobre o Rio Claro. Foi a primeira vitória do Verdão em sua nova arena e teve bastante da mão de seu treinador.

Sem medo do adversário, ele fez com que o Verdão apresentasse um futebol moderno, sem um volante de contenção e dando total liberdade para que os meias entrassem na área. A defesa também foi segura.