Seleção do Paulista A2 com "vovôs" no time e "técnico prodígio" no comando

Fumagalli, Ramalho, André Cunha e Bruno Recife ainda fazem a diferença e Barbieri com sua jovialidade

De repente, a Seleção Futebol Interior da 8.ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2 reuniu vários jogadores trintões, mas que ainda desequilibram. Como o meia Fernando Fumagalli, do Guarani, ou o volante Ramalho, do Santo André.

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Campinas, SP, 10 (AFI) – De repente, a Seleção Futebol Interior da 8.ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2 reuniu vários jogadores trintões, mas que ainda desequilibram. Como o meia Fernando Fumagalli, do Guarani, ou o volante Ramalho, do Santo André. Ou o interminável André Cunha, agora, distribuindo o jogo no meio-campo do São Bento, bem como o lateral-esquerdo Bruno Recife, do Mirassol.

Curiosamente, o treinador escolhido pela “Seleção de Jornalistas” do Futebol Interior foi o mais jovem da competição: Maurício Barbieri, do Red Bull, único time ainda invicto e que só perder a liderança para o São Bento no número de vitórias: 6 a 5.

A rodada teve ainda lances incríveis, como pênalti defendido pelo “grandalhão” goleiro Junior, do São José, que, aliás, venceu pela primeira vez, porém, continua na lanterninha. E dois belos gols de bicicleta. Um deles anotado pelo zagueiro Gustavo Bastos, do Guarani, que tem fama de artilheiro. Outro por Diogo, do Batatais, que ano passado já brilhou com a camisa do Independente de Limeira.

Confira a SELEÇÃO FUTEBOL INTERIOR da 8.ª rodada:

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Junior (São José);

Jonathan (Capivariano), Gustavo Bastos (Guarani), Peterson (Capivariano) e Bruno Recife (Mirassol);

Ramalho (Santo André), Éder (São Bento), Fumagalli (Guarani) e André Cunha (São Bento);

Diogo (Batatais) e Raul (Red Bull).

Técnico: Maurício Barbieri (Red Bull).

Goleiro: Junior (São José)
Com 1,97 m de altura não parece ser grande apenas no tamanho, mas também no futebol. Defendeu um pênalti e ainda praticou grandes defesas na vitória do São José (o verdadeiro) sobre o Grêmio Osasco, por 2 a 1. Esta foi a primeira vitória da Águia do Vale, agora sob o comando do técnico Jura, que parece ter encontrado o caminho para recuperar o time e tirá-lo do rebaixamento.

Lateral-direito: Jonathan (Capivariano)
Descoberto por Roberval Davino, um dos técnicos de mais bem apurado “olho clínico” no futebol brasileiro, teve uma boa passagem pelo Brasiliense, aquele mesmo do ex-senador cassado, Luis Estevam. Atua tanto do lado direito como do lado esquerdo e , por isso mesmo, pode ser muito importante na caminhada do time de Capivari nesta temporada.

0002048160452 imgGustavo Bastos festeja gol de bicicleta pelo Guarani

Zagueiro: Gustavo Bastos (Guarani)
A defesa do Bugre vem se destacando nas últimas rodadas. Só tomou seis gols até este momento. Mais do que isso: seus zagueiros estão também ajudando no ataque. É o caso de Bastos, que marcou um golaço de bicicleta, abrindo o caminho para a vitória sobre a Ferroviária, por 2 a 0. Detalhe importante: há três rodadas o time não toma gols.

Zagueiro: Peterson (Capivariano)
É um dos jogadores mais regulares do surpreendente time de Capivari. Tem sido um dos destaques do time, como aconteceu na vitória sobre o Guaratinguetá, por 1 a 0. Detalhe: o homem é pé quente, porque ano passado já subiu com o Audax, mesmo atuando como lateral-esquerdo.

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Lateral-esquerdo: Bruno Recife (Mirassol)
Em boa forma física tem sido importante no esquema tático do técnico Luis Carlos Martins. Ele se destacou pelo lado esquerdo no acirrado duelo disputado no ABC paulista. O pontinho conquistado fora de casa foi importante para o time do Interior.

Volante: Éder (São Bento)
Comeu a bola na importante vitória sorocabana sobre o Velo Clube, na cidade de Rio Claro. Incansável, cobriu os zagueiros, foi bem nos passes e não deu espaços para os adversários. Parece um bicho de sete fôlegos. É a maquininha do Azulão.

Volante: Ramalho (Santo André)

A sua experiência tem sido o ponto de equilíbrio no Santo André, eu empatou com o Mirassol, na região do ABC. Os dois times foram cautelosos, mas continuam na briga direta pelo acesso.

0002048160456 imgDiogo fez de bicicleta gol do bem armado Batatais

Meia: Diogo (Batatais)
Fez um golaço de bicicleta na vitória apertada do seu time sobre o Grêmio Barueri. Ele é alto e ano passado fez 12 gols pelo Independente de Limeira. Agora tem tudo para “estourar” no Batatais, onde tem sido atração.

Meia: Fumagalli (Guarani)
Sem dúvida nenhuma é um dos melhores meias da posição na Série A2. Decidiu a vitória para o Guarani, por 2 a 0, sobre a Ferroviária, ainda no Nabizão, em Bragança Paulista. Méritos também para o técnico Márcio Fernandes, que escalou três volantes e deixou Fumagalli desfilar seu talento mesmo com sua deficiência física natural por conta da idade.

Meia: André Cunha (São Bento)
Passou a ser o cérebro do time sãobentista. Como já tinha feito na rodada passada, caprichou nas assistências e foi peça fundamental para que o time do técnico Paulo Roberto Santos, um dos Reis dos Acessos, vencesse o Velo Clube.

0002048160486 imgRaul festeja gol do Red Bull


Atacante: Raul (Red Bull)
Depois de “fazer história” no São Bernardo, agora luta para conquistar mais um acesso na carreira. Seu desafio é levar o Red Bull à elite Paulista em 2015. Em Americana, fez um dos gols na vitória sobre o Rio Branco, por 3 a 2.


Técnico: Maurício Barbieri (Red Bull)

É o mais jovem treinador da competição, com apenas 31 anos. Mas já tem acumulado uma

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bagagem incrível, com ótima formação, especialização e experiência dentro de campo. Aos poucos vai dando ao Red Bull uma confiança maior de que a liderança pode ficar em suas mãos brevemente.

O curioso é que, normalmente, o Red Bull atua num esquema ousado, com apenas um volante, dois meias e três atacantes. Não tem medo de se expor, mas mantém muita disciplina na marcação.

Mas há também outros treinadores que estão “mostrando serviço”. Como Ricardo Pinto, aquele mesmo, ex-goileiro do Fluminense, que comando o bom conjunto do Batatais. E também Evaristo Piza, do surpreendente Capivariano.

Méritos também para Jura, que pegou um time desacreditado e venceu pela primeira vez com o São José, o “Verdadeiro”, não o São José “B” que inventaram na praça do Vale do Paraíba.