Seleção do BRASILEIRO CHEVROLET com técnico campeão e ataque catarinense
Marcelo Oliveira comanda a seleção da 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando o Cruzeiro sagrou-se bicampeão
A 36ª rodada do Campeonato Brasileiro foi de definições e chegou ao fim na noite desde domingo com o título do Cruzeiro, o quarto na história da Raposa. O time venceu o Goiás
Campinas, SP, 23 (AFI) – A 36ª rodada do Campeonato Brasileiro foi de definições e chegou ao fim na noite desde domingo com o título do Cruzeiro, o quarto na história da Raposa. O time venceu o Goiás por 2 a 1 e, com 76 pontos, não pode ser mais alcançado pelo São Paulo, que possui 69. Na parte de baixo da tabela quem chorou primeiro foi o Criciúma, que já está rebaixado à Série B do próximo ano.
Como ao final das rodadas o Portal Futebol Interior apresenta a Seleção da Rodada, dessa vez não será diferente. E nesse quesito os times que brigam contra o rebaixamento, como Coritiba e Chapecoense, poderão comemorar, já que alguns jogadores estão na seleção montada no tradicional 4-4-2.
Alex, Leandro e Pablo são os jogadores que mantém seus times – Coritiba, Chapecoense e Figueirense -, vivos na briga contra a degola. Porém, que é campeão também tem lugar reservado. É o caso do meia Ricardo Goulart, artilheiro do Cruzeiro com 15 gols e que deixou sua marca neste domingo. Ao lado dele aparece o volante Henrique. Na briga pela Libertadores, Felipe foi o responsável por parar o ataque do Grêmio em Itaquera e forma a dupla de zaga com Rafael Lima, da Chapecoense.
Confira a Seleção Futebol Interior da 36ª rodada do Brasileirão CHEVROLET:
Wéverton (Atlético-PR);
Norberto (Coritiba), Felipe (Corinthians), Rafael Lima (Chapecoense) e Renê (Sport);
Henrique (Cruzeiro), Boschilia (São Paulo), Ricardo Goulart (Cruzeiro) e Alex (Coritiba);
Pablo (Figueirense) e Leandro (Chapecoense);
Técnico: Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

Goleiro: Weverton (Atlético-PR)
O camisa 12 do Furacão foi imprescindível na vitória sobre o Bahia. Ele, que reassumiu a braçadeira de capitão e completou 135 jogos pelo Furacão, apareceu com destaque principalmente quando o jogo estava 2 a 1 e passou a ser muito exigido pelo time baiano. A principal defesas foi aos 24 minutos, quando o arqueiro salvou a cabeça de Lucas Fonseca em cima da linha.
Lateral-direito: Norberto (Coritiba)
O lateral tem sido um dos destaques do Coritiba nesta reta final de Brasileirão. Bem protegido pelo esquema de três zagueiros do técnico Marquinhos Santos, o jogador se destaca na saída de bola e na criação de jogadas, tirando o time de trás pelo lado direito. Contra o Palmeiras, sofreu um pouco no primeiro tempo, mas deu a volta por cima na etapa final e ajudou o time a conquistar uma importante vitória.
Zagueiro: Felipe (Corinthans)
Ao lado de Guerrero, herói do gol salvdor do Corinthians, Felipe foi o grande destaque do Timão. Havia dúvida sobre sua presença neste jogo decisivo contra o Grêmio, que praticamente valia uma vaga no G4 e na Copa Libertadores. Ele foi muito eficiente na marcação e teve personalidade para ir ao ataque, principalmente nos lances de bola parada. No primeiro tempo acertou uma cabeçada em diagonal que tirou tinta da trave. No segundo tempo, repetiu a dose: subiu mais do que toda a defesa gremista e cabeceou de cima para baixo. A bola, bem caprichosa, tocou no pé da trave e saiu.

Zagueiro: Rafael Lima (Chapecoense)
Jogando em casa, a Chapecoense demorou a se encontrar no jogo e sofreu pressão do Botafogo. E é ai que entra Rafael Lima. Seguro, o zagueiro mostrou porque é o capitão da equipe e passou tranquilidade para o time construir a vitória na etapa final, quando foi soberano no setor defensivo.
Lateral-esquerdo: Renê (Sport)
Mesmo sem brigar por nada no Brasileirão, o Sport entrou em campo como se o jogo contra o Fluminense fosse uma final. Ditando o ritmo desde o começo da partida, Renê foi muito bem na esquerda, inclusive dando assistência para Joelinton marcar. No setor defensivo, apesar dos dois gols sofridos, não comprometeu.
Meia: Boschilia (São Paulo)
Jovem promessa das categorias de base do Tricolor, Boschilia vai aos poucos mostrando do que é capaz. No clássico contra o Santos, na Arena Pantanal, buscou o jogo a todo momento e ainda saiu de campo tendo marcado o único gol da partida.
Volante: Henrique (Cruzeiro)
É o comandante do meio-campo cruzeirense. Neste Brasileirão, deu a volta por cima após algumas temporadas convivendo com lesões. Com muita técnica e poder de marcação, ele dá segurança e qualidade para que Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro atuem livres e cheguem ao ataque com qualidade.

Meia: Alex (Coritiba)
É uma pena que um jogador como Alex tenha que se aposentar. Um gênio com e sem a bola nos pés. Mesmo que esteja fisicamente abaixo da maioria dos companheiros e adversário, compensa com inteligência. Se o Coritiba confirmar a permanência na elite do Brasileirão, o camisa 10 terminará sua brilhante carreira nos braços da torcida.
Meia: Ricardo Goulart (Cruzeiro)
Mais uma vez é o principal jogador ofensivo do Cruzeiro no Brasileirão. Com força e técnica, vem de trás muito bem e quebra qualquer sistema de marcação. Abriu o placar no jogo que deu o título cruzeirense e, de quebra, ainda assumiu a artilharia do Brasileirão ao lado de Fred e Henrique.
Atacante: Pablo (Figueirense)
Ele já esteve emprestado no time “B” do Real Madrid, mas foi para a Espanha ainda muito imaturo, verde como se diz na bola. Só que ganhou moral com o técnico Argel Fucks, foi entrando no time aos poucos e marcando gols importantes. No domingo à tarde ele foi o grande herói na conquista sobre o Vitória, por 2 a 0. Marcou os dois gols, um em cada tempo.

Atacante: Leandro (Chapecoense)
Mais uma vez a vitória da Chapecoense se dá pela bela atuação de Leandro. O time da casa jogou melhor, é verdade, mas a bola teimava em não entrar. Até que no começo do segundo tempo ele marcou o primeiro e tirou a pressão da equipe. Logo na sequência marcou outro, dessa vez um golaço, e garantiu a vitória que deixa a Chape longe da zona do rebaixamento.
Técnico: Marcelo Oliveira (Cruzeiro)
Uma campanha irretocável. Desde maio, o título era uma questão de tempo para o Cruzeiro. Rodada a rodada foi ganhando, deixando adversários para trás e garantindo seu nome no hall dos melhores treinadores do Brasil. Com o bicampeonato seguido, se juntou a Osvaldo Brandão, Rubens Minelli, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, todos com duas conquistas seguidas. De quebra, ainda acabou de vez com a fama de pé-frio conquistada durante os tempos de Coritiba, quando foi vice-campeão da Copa do Brasil duas vezes seguidas.







































































































































