Seleção da Série C tem goleiro de onze dedos, ídolo do Bugre e artilheiro da Lusa
Com predominío do campeão Vila Nova, o FI elegeu os jogadores que mais se destacaram na disputa da terceira divisão nacional
Com predominío do campeão Vila Nova, o FI elegeu os jogadores que mais se destacaram na disputa da terceira divisão nacional.
Campinas, SP, 07 (AFI) – A Série C chegou ao fim, mas deixou muitas histórias gravadas nas memórias dos torcedores. Os protagonistas destas histórias jamais serão esquecidos, seja por um lance inusitado, por um gol salvador, uma assistência ou uma demonstração de amor à camisa. Levando em consideração os critérios que fazem um jogador ser importante para um clube durante uma competição tão relevante, o Portal FI tentou sintetizar a atuação dos jogadores que mais se destacaram em 2015.
A frustrante eliminação do Fortaleza diante do Brasil-RS, a sofrida decisão nos pênaltis das semifinais, a resposta avassaladora do Vila Nova diante do Londrina na grande final, a reação do Confiança ao conseguir se classificar para a o mata-mata na reta final da fase de grupos. Esses e muitos outros foram cenários que forjaram os heróis da Série C, mas nem todos poderão estar nesta lista.
O campeão Vila Nova fez por merecer e foi soberano em número de craques da seleção. Os outros time que conquistaram o acesso – Tupi, Brasil-RS e Londrina – também têm seus representantes. Fortaleza e Guarani ficaram para trás, mas tiveram jogadores que poderiam ter levado seus times mais longe, não fosse as peripécias do futebol. Confiança e ASA também tiveram seus destaques, mas foram sobrepostos por jogadores equivalente que chegaram mais longe na competição.
CONFIRA A SELEÇÃO DA SÉRIE C:
Edson (Vila Nova);
Wender (Brasil-RS), Fabrício Soares (Tupi), Vitor (Vila Nova) e Thallyson (Fortaleza);
Germano (Londrina), Ramires (Vila Nova), Rafael Gava (Londrina) e Fumagalli (Guarani);
Frontini (Vila Nova) e Guilherme Queiroz (Portuguesa).
Técnico: Márcio Fernandes (Vila Nova)

Goleiro: Edson (Vila Nova)
Ao longo da competição, uma das principais características do campeão Vila Nova foi a consistência na defesa. É claro que o esquema defensivo bem armado pelo técnico Márcio Fernandes contribuiu, mas a segurança que Edson passa debaixo das traves é o pilar da fortaleza vilanovense. O goleiro portador de polidactilia, doença genética que faz com que tenha seis dedos não mão esquerda, fez grandes exibições e foi decisivo na campanha do título.
Lateral-direito: Wender (Brasil-RS)
Se as pessoas se surpreendem com a vitalidade que Zé Roberto demonstra ao 41 anos na lateral do Palmeiras, o lateral-direito Wender, do Brasil de Pelotas, não fica muito atrás. Com 37 anos, o jogador foi uma das peças fundamentais na grande campanha do Xavante na Série C. Em um time que tinha como principal arma o contra-ataque, Wender se destacou com muita eficiência pelo lado direito do campo. Foi um dos principais nomes do forte esquema defensivo da equipe, que foi eliminada na semifinal sem perder nenhum dos dois jogos, com dois empates por 0 a 0 e decisão nos pênaltis.
Zagueiro: Fabrício Soares (Tupi)
Ao lado do jovem Sidimar, o experiente zagueiro mostrou uma regularidade incrível na defesa do Carijó. Em meio a uma coleção de desarmes, carrinhos, divididas e chutões, o zagueiro conseguiu se destacar por outra faceta, nem sempre convencional entre os defensores. Durante todo o campeonato, o Tupi nunca foi um time de marcar muitos gols. Tanto que depois de Daniel Morais – artilheiro do time com oito gols, que deixou o clube ainda na primeira fase para defender o Náutico – o jogador com mais gols na equipe é o próprio Fabrício, que marcou três, um deles contra o ASA, no primeiro jogo do acesso.
Zagueiro: Vitor (Vila Nova)
Em meio a diversas passagens pelo Vila Nova, Vitor tem um relação de amor e ódio com a torcida colorada. Ganhou o apelido de Vitor Louco, por aplicar dribles arriscados no campo de defesa e marcar os adversários com “excesso de vontade”. Aos 31 anos, mostrou bastante maturidade e usou sua loucura para infernizar os atacantes da Série C, ajudando o Vila a terminar a competição com a melhor defesa. Na primeira partida das quartas de final, contra a Portuguesa, ouviu seu nome ecoar nas arquibancadas e viu seus desarmes serem comemorados como gols no Serra Dourada.
Lateral-esquerdo: Thallyson (Fortaleza)
Mais uma vez o Fortaleza bateu na trave e não conseguiu o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. De qualquer maneira, fez uma primeira fase impecável, se classificando em primeiro lugar do Grupo A. Um dos destaques do time foi Thallyson, que ganhou espaço na equipe e colocou o experiente Radar para esquentar seu banco. O lateral foi essencial no esquema do técnico Marcelo Chamusca, criando muitas boas oportunidades e gol a partir de suas subidas velozes ao campo de ataque.
Volante: Germano (Londrina)
O Londrina mostrou um grande poder defensivo durante todos os seus jogos na Série C. O bom desempenho começava pela grande liderança na contensão do meio de campo. O volante Germano, capitão da equipe, fez grandes apresentações e ajudou o time a embalar uma sequência de sete jogos sem sofrer gols. Com qualidade técnica, foi essencial para organização de jogadas e chegou a marcar três gols.
Volante: Ramires (Vila Nova)
Equilíbrio é uma palavra que define o volante do Tigrão. Decisivo é outra. Ao lado de Robston e Francesco, Ramires se mostrou bastante sólido em um meio campo muito bem organizando. Como na maioria da vezes o técnico Márcio Fernandes optou por jogar sem um meia de criação “original”, Ramires era a principal cabeça na articulação das jogadas coloradas, tendo como ponto forte a velocidade nos contra-ataques. No primeiro jogo das quartas de final, fez um dos gols mais importantes do Vila na competição e garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, que deixou o acesso muito bem encaminhado.
Meia: Rafael Gava (Londrina)
Rafael Gava conquistou a vaga de titular no Londrina e não deixou mais. Teve uma crescente no campeonato e evoluiu junto com o time, em um ritmo um pouco mais rápido. Controlou e organizou o meio campo do Tubarão com muita inteligência, distribuindo diversas assistências para seus companheiros. Demonstrou ter muita técnica e uma rara visão de jogo, além de aparecer em momentos importantes da partida.
Meia: Fumagalli (Guarani)
O Guarani não passou sequer para a fase de mata-mata, mas embalou uma sequência de cinco jogos de invencibilidade na reta final da fase de grupos. Dentro de campo, o time foi comandado pelo experiente Fumagalli, ídolo da torcida bugrina. Não a toa, o meia marcou nove gols, ficando atrás apenas de Guilherme Queiroz, da Portuguesa e Leandrão, que trocou o Brasil-RS pelo Vasco.
Atacante: Frontini (Vila Nova)
Bastante rodado pelo futebol brasileiro, Frontini mostrou que não desaprende o que sabe fazer de melhor. Além de ser o artilheiro do time na competição com nove gols, mostrou muita raça e chegou a protagonizar algumas confusões por excesso de vontade, como qualquer centroavante que se preze. No segundo jogo das quartas, diante da Lusa, foi expulso no fim do primeiro tempo. Mas antes disso, já havia anotado os dois gols da vitória por 2 a 1, garantindo o Tigrão na Série B.
Atacante: Guilherme Queiroz (Portuguesa)
Após uma boa reação na reta final da fase de grupos, a Portuguesa se classificou para o mata-mata na vice-liderança do Grupo B, com 30 gols, um dos melhores ataque da competição. Quase metade destes gols foram marcados por um único jogador. Guilherme Queiroz balançou as redes 12 vezes e sagrou-se artilheiro da Série C. Mostrou ter vários artifícios, marcou gols de diversas maneiras diferentes. A atuação pela Lusa rendeu, inclusive, o interesse de muitas equipes da elite do futebol nacional pelo jogador, que tem grandes chances de atuar na Série A no ano que vem.
Técnico: Márcio Fernandes (Vila Nova)
Márcio Fernandes soube adaptar seu time as necessidades de cada momento. Após boa campanha na primeira fase, aproveitou as últimas rodadas do mata-mata para poupar alguns jogadores e realizar alguns testes. Sempre adotou uma postura bastante cautelosa, mantendo o esquema com três zagueiros que utilizou durante boa parte do campeonato. Após perder por 1 a 0 para o Londrina no jogo de ida da grande decisão, apresentado um futebol bem abaixo do esperado, o treinador resolveu mudar o esquema tático da equipe, cobrou mais atitude e viu o Vila bater o Tubarão por 4 a 1, sagrando-se campeão da Série C.





































































































































