Seleção da Série B vem com bugrinos, ofensiva e no 4-4-2

Campinas, SP, 31 (AFI) – A Seleção Futebol Interior da quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B mantém a ofensividade da semana passada. Desta vez, no entanto, o time “abandonou” o esquema com três atacantes para apostar na formação de um quarteto ofensivo.

Confira:
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Dinélson (Paraná) e Walter Minhoca (Guarani) são os meias responsáveis por armar o time, enquanto Amílton (Ipatinga) e Preto (Ceará) têm a missão de marcar os gols deste time imaginário. As laterais, com Cláudio (Ipatinga) e Canindé (Vila Nova), também abusam da criatividade no ataque.

A Seleção da 4ª rodada, portanto, é escalada na seguinte formação: Marcelo (Bahia); Cláudio (Ipatinga), Edson Borges (Vila Nova), Léo Oliveira (Ipatinga) e Canindé (Vila Nova); Cléber Goiano (Guarani), Adoniran (Paraná), Dinélson (Paraná) e Walter Minhoca (Guarani); Amílton (Ipatinga) e Preto (Ceará). Técnico: Guilherme Macuglia (América-RN).

Confira os 11 escolhidos:

Goleiro: Marcelo (Bahia) – Não é de hoje que o camisa 1 merece uma vaga na Seleção. Marcelo fez defesas importantes no empate contra a Portuguesa e se manteve o como o goleiro menos vazado da Série B, com apenas dois gols sofridos em quatro jogos.

Lateral-direito: Cláudio (Ipatinga) – Foi o principal articulador do Ipatinga ma goleada sobre o Campinense. Pintou e bordou pelo lado esquerdo da defesa adversária. Além disso, se mostrou muito eficiente nas bolas paradas. Fez gol de pênalti, bateu falta e cobrou escanteios.

Zagueiro: Edson Borges (Vila Nova) – Marcou o gol que iniciou a reação do Vila em campo. Com Benazzi, passou a jogar com mais moral, mas não deixou de lado o jeito simples de jogar. Foi fundamental na defesa e no ataque na vitória sobre o Duque de Caxias.

Zagueiro: Léo Oliveira (Ipatinga) – Não fez absolutamente nada na defesa, porque o ataque do Campinense mostrou muita fragilidade. Mas, no ataque, colaborou bastante com a equipe. Tanto que deixou sua marca, em cabeçada potente, ainda no primeiro tempo.

Lateral-esquerdo: Canindé (Vila Nova) – O jogador, que está sendo improvisado na ala-esquerda graças ao esquema 3-5-2, fez uma boa partida e teve grande participação no segundo gol da equipe. Após cobrança de falta de Canindé, o goleiro adversário deu rebote e o zagueiro Vanderlei virou o jogo.

Volante: Adoniran (Paraná) – Em sua estreia pelo Tricolor, comeu a bola contra os reservas do Vasco. Fez tudo que tinha direito em campo e anulou as principais jogadas do bicho-papão da Série B. Terá vaga garantida no time se jogar deste jeito sempre.

Volante: Cléber Goiano (Guarani) – Foi, ao lado de Walter Minhoca, um dos principais destaques do Guarani na vitória sobre o Bragantino. Não deu espaços na defesa e ainda marcou seu primeiro gol com a camisa alviverde. Foi substituído na etapa final, cansado.

Meia: Dinélson (Paraná) – Estreou com o pé direito no Paraná Clube. De volta ao Tricolor, o ex-corintiano entrou no segundo tempo e voltou a marcar um gol, fato que não acontecia desde o meio de 2007. Na comemoração, tirou a camisa e recebeu o cartão amarelo, mas não se mostrou arrependido.

Meia: Walter Minhoca (Guarani) – Seria reserva no começo da Série B, mas foi beneficiado pela lesão de Adriano Gabiru. Sorte do Guarani, pois Minhoca está comendo a bola. Contra o Bragantino, fez um dos gols da vitória e participou ativamente da criação de jogadas. Bela exibição no Brinco de Ouro.

Atacante: Amílton (Ipatinga) – Estava em uma tarde encapetada. Marcou dois gols, sofreu o pênalti para o gol de Cláudio e não deu sossego a defesa adversária. O jogador abriu espaços para os jogadores vinham de trás. No final, saiu cansado e foi substituído por Luiz Fernando.

Atacante: Preto (Ceará) – Transformou o cenário horrível de derrota em casa em um empate heróico no Castelão. Preto entrou em ação quando o Figueirense já havia marcado dois gols. Em cinco minutos, marcou duas vezes e saiu ovacionado pela torcida.

Técnico: Guilherme Macuglia (América-RN) – Deu uma aula de como mudar o time no intervalo. No primeiro tempo, o América-RN foi presa fácil. Depois do intervalo, virou o predador. Tudo por causa das substituições ofensivas, que deram uma cara ousada ao time. Foi recompensado nos acréscimos, quando Helinho (uma das suas substituições) marcou o gol da vitória contra o São Caetano.