Seis meses marcantes do treinador Paulo Emílio no Guarani, em 1977

Seis meses marcantes do treinador Paulo Emílio no Guarani, em 1977

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Quando foi contratado pelo Guarani no início da temporada de 1977, o saudoso treinador Paulo Emílio trouxe na bagagem passagem marcante pelo Fluminense, quando comandou a máquina tricolor dois anos antes.

Paulo Emílio, que morreu no dia 16 de maio, aos 80 anos de idade, não precisou mais de seis meses para que a passagem pelo Guarani fosse frutífera.

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Ele chegou em Campinas aos 41 anos de idade e começou a montar a base que no ano seguinte sagrou-se campeão brasileiro.

Duvida? Então veja quem jogou no time dele quando estreou no clube com vitória por 1 a 0 diante da Saltense, em amistoso no campo do adversário dia 23 de janeiro daquela temporada: Neneca; Mauro, Gilberto, Edson e Miranda; Flamarion, Zenon e Renato; Flecha, Campos e Ziza.

MIRANDA E GOMES

Foi ele quem fez os primeiros testes com o então ponteiro-direito Miranda na lateral-esquerda. Também definiu Gomes na zaga e corajosamente puxou o atacante Careca do time juvenil para o profissional aos 17 anos de idade.

Paulo Emílio deixou o Guarani após derrota para a Portuguesa por 1 a 0 no dia 19 de junho de 1977.

A curta passagem foi suficiente para marcar seu estilo de ensaiar jogadas no primeiro pau, com leve desvio para complementação no segundo.

Escanteios curtos – batizados por narradores de futebol de escanteios de mangas curtas – também foram repetidos no Bugre. Se não foi o inventor desse estilo, está entre aqueles que mais o incentivaram.

ASMA

Paulo Emílio não havia admitido outro tipo de vida fora do futebol. A reprovação em teste do juvenil do Atlético Mineiro não o abalou. A mudança da família ao Rio de Janeiro permitiu que atuasse no Bonsucesso, mas teve que encerrar precocemente a carreira por causa da asma.

Por isso que aos 26 anos de idade já era treinador. Compensava a falta de experiência com aprendizado teórico e posteriormente teve currículo recheado em clubes como Santos, Guarani, Vasco, Fluminense e Botafogo, Santa Cruz, Náutico, Bahia, Vitória, Paysandu, Remo, Fortaleza, Goiás, Atlético Paranaense e passagens por Portugal, Japão e Arábia Saudita.

Falante e esclarecido, escreveu o livro ‘Futebol, dos Alicerces ao Telhado’, com abordagem de técnicas e metodologia de treinadores, com prefácio do ex-jogador e hoje analista de futebol Tostão.